Descoberta na tumba de Xia Quan revela uso de anestesia na Dinastia Ming; entenda a importância

A descoberta de aconitina na tumba de Xia Quan revela práticas avançadas de anestesia na Dinastia Ming. Quais implicações isso traz para a história da medicina?

10/06/2026 18:56

2 min

Descoberta na tumba de Xia Quan revela uso de anestesia na Dinastia Ming; entenda a importância
(Imagem de reprodução da internet).

A descoberta na tumba de Xia Quan

A tumba de Xia Quan (1348–1411 d.C.), localizada em Jiangyin, na China, trouxe à luz a primeira evidência física direta do uso de anestesia durante a Dinastia Ming (1368–1644 d.C.). Essa descoberta faz parte de um estudo realizado pela Cambridge University Press em colaboração com a Antiquity Publications Ltd, publicado no periódico científico Antiquity.

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Durante a expedição na tumba do cirurgião chinês, os exploradores encontraram a presença de aconitina em instrumentos médicos. Essa substância, um alcaloide extraído de plantas do gênero Aconitum, é conhecida por sua alta toxicidade, mas era utilizada em fórmulas medicinais para aliviar a dor em procedimentos, como a remoção de tecidos necróticos.

Sobre a anestesia

Os registros históricos indicam que a aconitina era aplicada topicamente antes de cortes cirúrgicos, demonstrando um conhecimento avançado sobre o manejo da dor na época.

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Sobre a exploração

Para identificar as substâncias presentes sem causar danos às peças centenárias, foi utilizada a técnica de microscopia de espalhamento Raman estimulado (SRS). Essa abordagem permitiu mapear resíduos invisíveis a olho nu em uma tesoura e uma pinça de ferro.

Os instrumentos encontrados, feitos de ferro de alta pureza, revelam um design sofisticado para o século XV, comparável em funcionalidade a ferramentas cirúrgicas modernas.

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Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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