Desafios para a Universalização da Água e Esgoto até 2033: O Que Está em Jogo?

Com apenas sete anos até 2033, o Confea alerta sobre os desafios na universalização dos serviços de água e esgoto. Descubra as preocupações e soluções

Desafios para a Universalização dos Serviços de Água e Esgoto até 2033

Faltando sete anos para o término do prazo de universalização dos serviços de água e esgoto, o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) destaca a importância de um equilíbrio nos investimentos entre regiões e municípios. Essa medida é essencial para que as metas estabelecidas no Marco Legal, em 2020, sejam cumpridas.

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Até o momento, metade do prazo já foi consumido, gerando incertezas sobre a capacidade de atingir os objetivos até 2033.

Alexandre Borsato, assessor da presidência do Confea, enfatizou que os investimentos no setor precisam ser distribuídos de forma mais equitativa, alcançando também áreas menos atrativas economicamente. Durante um evento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) na quarta-feira (20), ele comentou sobre a necessidade de um investimento per capita que gira em torno de R$ 230 por pessoa, anualmente.

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No entanto, em alguns estados, esse valor não ultrapassa R$ 10,00, o que dificulta a equalização dos recursos.

Perdas de Água e Desigualdade na Coleta de Esgoto

Outro aspecto alarmante mencionado por Borsato são as perdas de água na distribuição. No Rio Grande do Sul, por exemplo, cerca de 40% da água distribuída é perdida. Ele observou que, ao analisar as perdas, o estado apresenta uma média semelhante à nacional.

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Com a meta de redução para 25% até 2033, a situação atual de 40% levanta preocupações sobre a viabilidade de alcançar esse objetivo em sete anos. Borsato alertou que, se não houver mudanças significativas, os resultados permanecerão inalterados.

Além disso, mesmo ocupando a quinta posição no ranking de geração de riqueza do Brasil, o estado coleta apenas 34,7% do esgoto gerado e trata cerca de 25,4%. Essa baixa cobertura no saneamento é preocupante. Em março, o Confea avaliou a infraestrutura do país, e o presidente da entidade, Vinicius Marchese, afirmou que o Brasil está atrasado nesse aspecto, o que pode acarretar problemas em um futuro próximo.

A nota geral do país no saneamento foi de 55,20, com o Distrito Federal liderando o ranking com 80,19, seguido por Paraná (76,29) e Santa Catarina (73,85). Os estados com as piores notas incluem Acre (11,28), Maranhão (18,85), Pernambuco (31,02), Bahia (39,74) e Pará (40,72).