Desafios da BMW em 2026
A BMW enfrenta um cenário desafiador, com custos tarifários persistentes e forte concorrência na China. Nesta quinta-feira (12), a montadora alertou sobre uma queda moderada nos lucros antes dos impostos para 2026 e uma estagnação nas vendas de veículos.
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Rivais como Volkswagen e Mercedes também tiveram um desempenho fraco em 2025, devido a barreiras comerciais, redução nas vendas na China e dificuldades na eletrificação, já que a demanda por veículos elétricos varia entre os principais mercados.
Impactos da Guerra no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio agrava ainda mais a situação, gerando preocupações sobre a cadeia de suprimentos, aumento nos preços dos combustíveis e ameaçando a demanda em uma região crucial para marcas premium, como BMW e Rolls-Royce.
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O CEO Oliver Zipse afirmou que a BMW está focada em reformular sua linha de modelos e reduzir custos, mas reconheceu as incertezas que se aproximam. “Nosso mundo continua instável, e vários riscos persistirão no atual ano fiscal”, destacou, após a empresa reportar uma queda de 6,7% no lucro antes dos impostos em 2025.
Expectativas para 2026
As ações da BMW fecharam em alta de cerca de 1%. O diretor financeiro Walter Mertl espera que novos acordos comerciais entre Washington e parceiros da União Europeia, México e Canadá ocorram no segundo semestre, mas as tarifas mais altas devem impactar a margem do segmento automotivo em 2026, que deve ficar entre 4% e 6%.
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Isso representa uma queda em relação aos 5,3% em 2025 e 6,3% em 2024. A produção da BMW nos Estados Unidos, especialmente na fábrica de Spartanburg, Carolina do Sul, ajudou a mitigar o impacto das tarifas americanas, mas a empresa ainda enfrenta tarifas da UE sobre o Mini elétrico fabricado na China.
Projeções de Lucros e Vendas
Os lucros antes dos impostos do grupo caíram para 10,2 bilhões de euros (aproximadamente US$ 11,78 bilhões) em 2025, com previsões de nova queda entre 5% e 9,9% em 2026. As entregas devem se manter no mesmo nível de 2025, que já registrou uma queda de 12,5% nas vendas na China.
Mertl afirmou que “a China poderá atingir o nível do ano passado” em 2026. Apesar dos desafios, a empresa vê oportunidades de crescimento nos EUA e na Europa, com um aumento na linha de veículos renovados “Neue Klasse”, prevendo 40 lançamentos para este e o próximo ano.
