Deputados Apresentam Preocupações com a Segurança de Ex-Controlador do Banco Master
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 17 de março de 2026, um pedido formal ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e à Polícia Federal, solicitando medidas de segurança extraordinárias para Daniel Bueno Vorcaro.
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O requerimento, proposto pelo deputado republicano do Espírito Santo, visa garantir a segurança do ex-controlador do Banco Master, que está preso preventivamente desde 4 de março, como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero. O documento completo está disponível em formato PDF (130 KB).
Investigação do Maior Escândalo Financeiro da História do Brasil
O deputado argumenta que Vorcaro está envolvido no que ele considera o maior escândalo financeiro da história do Brasil. A investigação agora inclui a suspeita de que o grupo, nome do grupo contratado por Vorcaro para prestar serviços, também esteja envolvido.
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Além disso, há indícios de acesso indevido a dados e sistemas sensíveis de órgãos governamentais, o que, segundo o deputado, aumenta o risco de interferências e retaliações durante as investigações.
Risco de Ameaças e Instabilidade
A solicitação surge em um momento em que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já havia emitido uma decisão, na sexta-feira, 13 de março, em que a polícia comprovou a prática de ameaças concretas por parte do grupo. O ministro André Mendonça ressaltou que o grupo ainda representa uma ameaça latente, com integrantes ainda à solta.
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Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o voto do relator.
Caso do Funcionário e Preocupações com a Segurança
A comissão também considera o caso de Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, um funcionário de Vorcaro que tentou suicídio após a prisão, como um indicativo de “forte pressão e instabilidade”. O deputado Messias Donato também menciona que a preocupação com a segurança dos envolvidos já havia sido expressa pelo ministro Mendonça na decisão que embasou a cautelar.
Restrições à Investigação e Dados Pessoais
Em outra questão, o ministro determinou que a Polícia Federal retirasse da documentação enviada à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) conteúdos relacionados exclusivamente à vida privada de Vorcaro, após vazamentos de dados extraídos de seu celular.
A ordem reforça que a quebra de sigilo não autoriza a divulgação pública irrestrita do material obtido na investigação.
