Deputados debatem fim da escala 6×1 no Congresso! 🤯 Reunião da Frente Parlamentar Mista promete mudanças no trabalho. Conheça os detalhes!
Em uma reunião da Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios, deputados de diversas correntes políticas discutiram nesta quarta-feira (11.mar.2026) a necessidade de modernizar as relações de trabalho no Brasil, com foco no fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho por um dia de descanso).
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O debate, que envolveu representantes do comércio e da indústria, buscou encontrar um caminho que conciliasse as demandas dos trabalhadores com as necessidades do mercado de trabalho.
A convergência em torno da necessidade de superar a escala 6×1 não se estende à forma de implementar essa mudança. Houve resistência por parte de alguns congressistas, preocupados com possíveis impactos no mercado de trabalho e na informalidade.
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O debate foi impulsionado por figuras como o presidente da frente, o presidente do PT-MG, autor da proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do tema, e o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além do representante da Missão-SP.
O presidente da frente, Mendonça Filho, defendeu que a discussão sobre jornada de trabalho deve ser analisada em um contexto mais amplo, que inclua produtividade e criação de renda. Ele ressaltou que a redução da jornada não pode ser tratada isoladamente, utilizando a expressão “não existe lanche grátis”.
O autor da PEC, Reginaldo Lopes, enfatizou que a mudança no regime de trabalho está ligada a transformações mais amplas na economia e na sociedade, com o objetivo de elevar a produtividade e sustentar ganhos sociais. Ele citou movimentos observados em países europeus que pressionam por novas formas de organização do trabalho, descrevendo-os como um “movimento de desocupação”.
Dentro do Congresso, já existe um ponto de convergência em relação à adoção de uma jornada semanal de 40 horas e da escala 5×2 (cinco dias de trabalho por dois dias de descanso). No entanto, reconhece-se que alguns setores podem exigir modelos próprios, como na saúde e na segurança pública.
O deputado Kim Kataguiri alertou que a proposta constitucional pode não resolver o problema e ainda criar efeitos indesejados, como o aumento do custo de contratação e a informalidade. O relator Paulo Azi destacou a necessidade de construir um texto que atenda às demandas dos trabalhadores sem criar insegurança jurídica ou econômica para os empregadores, ressaltando a maturidade do Brasil para enfrentar esse debate.
A discussão sobre a PEC ainda está em aberto, com pontos como o formato jurídico da mudança e os impactos em diferentes setores da economia sendo avaliados. O relator pretende apresentar o parecer sobre a constitucionalidade da PEC em abril na CCJ da Câmara, e, caso aprovado, a proposta será levada ao plenário antes do recesso legislativo de julho, período que antecede o calendário eleitoral.
O objetivo é buscar um consenso que modernize as relações de trabalho no Brasil, considerando as demandas dos trabalhadores e as necessidades do mercado de trabalho.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.