Deputado Rubenos Paiva: Homenagem Chocante Abre Sessão do Comitê de Desaparecimentos Forçados

Homenagem chocante marca início de comitê sobre desaparecimentos! Família Paiva luta por justiça após 55 anos. Descubra os detalhes da sessão da ONU

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(Imagem de reprodução da internet).

Homenagem a Deputado Rubenos Paiva Marca Início da Sessão do Comitê de Desaparecimentos Forçados

A trigésima sessão do Comitê das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados (CED) teve início nesta segunda-feira (9) com um gesto significativo: a homenagem a Rubens Paiva, um deputado brasileiro torturado e assassinado pela ditadura militar em 1971.

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A presença de suas filhas, Beatriz Paiva Keller e Ana Lúcia Paiva, que abriram a sessão, trouxe à tona a luta de sua família por verdade, justiça e responsabilização, um tema central nas discussões do sistema internacional de direitos humanos.

A Luta pela Verdade e Justiça da Família Paiva

Beatriz Paiva Keller, visivelmente emocionada, representou a trajetória familiar na busca por respostas e responsabilização. Ela relatou a brutalidade do ataque sofrido por seu pai, um engenheiro civil que se dedicava a reformas sociais e à defesa dos mais pobres, e a subsequente morte causada por agentes da ditadura.

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A recente construção de uma estátua em sua homenagem no Rio de Janeiro, em frente à antiga caserna da Barão de Mesquita, onde foi assassinado, tornou-se um símbolo de memória e indignação, um local de visita por aqueles que reconhecem em Rubens Paiva um símbolo da resistência democrática.

Testemunhos e Desafios na Busca por Justiça

Ana Lúcia Paiva leu uma carta escrita por seu pai durante o exílio, explicando as razões de seu afastamento político e reafirmando seu compromisso com a justiça social. Ela compartilhou detalhes sobre a ajuda que o pai oferecia aos familiares de exilados e perseguidos políticos, até ser novamente capturado e morto.

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A família, por mais de 40 anos, manteve o tema em silêncio, um tabu que hoje é quebrado, reconhecendo a importância de romper com o silêncio e buscar a verdade.

A Importância do Trabalho do Comitê e o Futuro da Luta

Carmen Rosa Villa Quintana, especialista do Comitê, ressaltou a importância do trabalho do CED, que continua relevante em diversas partes do mundo, onde o desaparecimento forçado persiste como uma realidade. Ela mencionou a luta de mãe das irmãs, para que o Estado brasileiro reconhecesse oficialmente a morte de seu marido, o que só ocorreu 25 anos depois.

Em 2025, o Conselho Nacional de Justiça reconheceu que a morte de Rubens Paiva foi violenta e causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática a dissidentes políticos. O presidente do CED, Juan Pablo Albán Alencastro, destacou os 20 anos da Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado, alertando para os desafios enfrentados pelo sistema internacional de direitos humanos, incluindo cortes orçamentários e o retorno do autoritarismo.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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