O deputado federal da Bahia, Marcos Correia (PT-MG), se pronunciou nesta terça-feira (17 de fevereiro de 2026) após uma controvérsia envolvendo uma publicação em suas redes sociais. A confusão começou com uma montagem que mostrava o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, o banqueiro e fundador do Banco Master, e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
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Correia se desculpou e esclareceu que a imagem era uma criação artificial, gerada por inteligência artificial, e que o encontro retratado não ocorreu.
Tribunal Exige Retratação e Esclarecimento
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou que Correia se retratasse em todas as suas redes sociais, especificando que a imagem era uma montagem produzida por inteligência artificial. A ordem veio após a publicação da montagem em 1º de fevereiro de 2026, gerando questionamentos sobre a veracidade da informação.
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O tribunal alertava que o descumprimento da ordem poderia resultar em multas diárias de até R$ 10.000,00.
Contexto da Postagem e Justificativa Inicial
Inicialmente, Correia justificou a postagem como uma “imagem simbólica” que expressava a proximidade entre o dono do Banco Master e figuras da extrema direita. Ele admitiu que a imagem era gerada por inteligência artificial, mas não a identificou como tal na publicação original.
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A foto utilizada na montagem data de 28 de fevereiro de 2019, com Bolsonaro e Campos Neto em uma imagem do PR.
Minimização e Questionamentos
Em nota enviada ao Poder360 na época, Correia minimizou as reuniões de Daniel Vorcaro com o então presidente do Banco Central, afirmando que o petista se reúne com diversas pessoas. Ao ser questionado sobre a ausência de declarações do atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a reunião Lula-Vorcaro em dezembro de 2024, ele não respondeu até o momento da publicação desta reportagem.
A situação gerou debates sobre a disseminação de informações falsas e a importância da transparência nas redes sociais. Correia apagou a imagem de seus perfis e se desculpou, reconhecendo que a montagem poderia levar o público a interpretar a imagem como real.
