Deputado do PL acusa Lula de “pré-campanha” em escola de samba! Filipe Barros entra com ação contra Acadêmicos de Niterói, alegando crime eleitoral. Enredo com Lula e “prisão de Bolsonaro” gera controvérsia e busca judicial
O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) anunciou que protocolará uma medida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta ao que ele considera uma “pré-campanha” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em torno da escola de samba Acadêmicos de Niterói.
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O anúncio foi feito em vídeo divulgado nas redes sociais, onde o parlamentar classificou a situação como um “crime eleitoral”.
Barros expressou indignação com o que ele percebeu como uma campanha antecipada do presidente, destacando que o desfile da escola de samba ocorreu durante o período de Carnaval. Ele mencionou o enredo da escola, que celebrava “Lula, o operário do Brasil”, e o uso da árvore “mulungu” como referência.
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O deputado também levantou questões sobre financiamento da escola, apontando para o recebimento de recursos públicos da Embratur e a subsequente negação dessas informações.
Além disso, Barros citou imagens do desfile, mencionando a “prisão de Bolsonaro” e “uma agressão aos evangélicos, aos cristãos”, interpretando a situação como uma tentativa de desestabilização política. Ele enfatizou que a situação representa uma “pré-campanha” e um “crime eleitoral”, buscando uma análise rigorosa por parte do TSE.
O TSE rejeitou, por unanimidade, uma liminar que buscava suspender o desfile da Acadêmicos de Niterói. A ministra Estella Aranha, relatora do caso, declarou que a censura prévia não era cabível e que qualquer irregularidade deveria ser analisada em outro momento.
A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) também barrou o repasse de R$ 1 milhão da Embratur à escola.
A oposição, representada pelos partidos Republicanos e União Brasil, ingressou com ações contra o presidente Lula por causa do enredo da agremiação. As ações foram movidas pela Justiça Federal, buscando uma proibição do desfile.
A Acadêmicos de Niterói, fundada em 2018 e que venceu a Série Ouro em 2025, competirá com agremiações tradicionais do Rio de Janeiro, como Mangueira, Portela e Salgueiro. O presidente da escola, Wallace Palhares, foi alvo de críticas por ter sido assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
O desfile da escola, que celebrava Lula, gerou controvérsia, levando a oposição a questionar o financiamento da escola, que recebeu R$ 1 milhão da Embratur. A área técnica do TCU também barrou o repasse.
A situação envolvendo a Acadêmicos de Niterói e o enredo que celebrava o presidente Lula gerou uma série de questionamentos e ações judiciais, demonstrando a polarização política no Brasil. O caso levanta questões sobre liberdade de expressão, financiamento de campanhas e o papel da Justiça Eleitoral na fiscalização de enredos de escolas de samba.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.