Deputado Biondini desafia CNBB em votos polêmicos!
Alerta sobre divergências e posicionamentos que chocam a Igreja.
Confira os detalhes!
A atuação do deputado federal Eros Biondini (PL/MG) tem gerado debates e questionamentos, principalmente em relação às suas divergências com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Apesar de se apresentar como um representante da chamada “bancada católica”, o parlamentar tem adotado posicionamentos que se distanciam das diretrizes da instituição religiosa em temas de grande relevância.
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Essa situação se manifesta em diversas votações e decisões, levantando dúvidas sobre o alinhamento de seus votos com os valores defendidos pela Igreja.
Um dos casos mais recentes de discordância ocorreu em maio de 2024, quando Biondini foi um dos únicos dois deputados a votar contra a suspensão, por três anos, do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União. A medida, que visava liberar recursos para ações emergenciais após a tragédia climática, contrariava a defesa da CNBB pela solidariedade federativa e o fortalecimento do papel do Estado em situações de calamidade.
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O deputado justificou sua decisão com base em uma preocupação com o rigor fiscal, gerando críticas à postura.
Outro ponto de conflito é a atuação de Biondini em relação ao Estatuto do Desarmamento. Ele integrou a comissão especial que analisou o Projeto de Lei 3722/2012, que flexibiliza o acesso a armas no país, o que se alinha com a pauta armamentista.
A CNBB, por outro lado, mantém uma posição firme contra a ampliação do acesso a armas, defendendo o desarmamento como caminho para a redução da violência.
A divergência entre Biondini e a CNBB não se restringe a eventos recentes. Em 2019, o deputado votou a favor da Reforma da Previdência (PEC 06/2019), apesar das críticas da CNBB sobre os impactos sociais e a proteção dos mais vulneráveis. Em 2017, o parlamentar havia ecoado críticas da Igreja a mudanças previdenciárias, demonstrando uma inconsistência em seus posicionamentos.
Na pauta da segurança pública, Biondini também se distanciou da CNBB ao apoiar a redução da maioridade penal, mesmo após ter votado contra o texto principal da proposta em 2015. Posteriormente, ele mudou de posição e apoiou uma versão modificada da medida.
A CNBB sempre se opôs à redução, defendendo políticas de prevenção e ressocialização.
Além de suas atividades no Congresso, Biondini lidera a comunidade terapêutica Mundo Novo Sem Drogas (MNSD), ligada à Renovação Carismática Católica. O modelo dessas instituições tem sido alvo de críticas e investigações em Minas Gerais e no país, com denúncias de maus-tratos e trabalho análogo à escravidão.
Especialistas apontam que o problema reside na falta de fiscalização e na adoção de práticas baseadas apenas na abstinência e na religiosidade, sem a integração de políticas públicas como a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
O debate também se estende à destinação de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares de Biondini para as comunidades terapêuticas. Conselhos profissionais e movimentos antimanicomial defendem abordagens baseadas em evidências científicas e no respeito aos direitos humanos, questionando a eficácia do modelo de tratamento.
A trajetória de Eros Biondini demonstra um alinhamento questionável com as posições da CNBB em temas cruciais para o país. Seus votos divergentes em temas como a dívida do Rio Grande do Sul, o Estatuto do Desarmamento, a Reforma da Previdência e a segurança pública, refletem uma postura que contrasta com os valores defendidos pela maior instituição religiosa do Brasil, gerando debates e preocupações sobre a representatividade do parlamentar.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.