Deputada Trans Eleita para Presidir Comissão de Direitos da Mulher no Congresso
A deputada federal do Psol-SP, Maria Silva, foi eleita nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, para liderar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Este é um marco histórico, pois ela se torna a primeira congressista trans a ocupar a presidência do colegiado na história do Congresso Nacional.
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A escolha foi resultado de uma votação onde a deputada recebeu o apoio de 11 parlamentares.
A disputa pela vice-presidência ficou restrita a um único nome: o deputado do PSD-RJ, João Santos, que obteve a maioria dos votos. Dez congressistas optaram por votos em branco durante o processo eleitório. Atualmente, a deputada (Psol-MG) assume a presidência do colegiado, marcando uma mudança significativa na representatividade dentro do Congresso.
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Prioridades da Nova Presidente
Maria Silva enfatizou o compromisso da comissão em combater retrocessos e em promover projetos que ampliem os direitos das mulheres em todas as suas dimensões. A deputada ressaltou a importância de considerar as diferentes especificidades das mulheres, como indígenas, mulheres com deficiência, negras e da comunidade LGBTQIA+.
A agenda da comissão também incluirá pautas cruciais, como saúde, condições de trabalho e o enfrentamento da grave crise de feminicídios e da violência contra a mulher que assola o Brasil.
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Estrutura e Funcionamento das Comissões
A Câmara dos Deputados define a composição das comissões permanentes com base nos resultados das eleições e no princípio da proporcionalidade partidária. O tamanho de cada bancada ou bloco partidário influencia a quantidade de colegiados que cada partido tem direito.
Os líderes partidários podem negociar e ajustar essa divisão para garantir uma representação equilibrada. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), buscou manter os partidos tradicionais à frente das comissões, com exceção da Comissão Mista de Orçamento, que terá um representante do PSD na presidência.
É importante ressaltar que, apesar da manutenção das legendas no comando das comissões, o regimento interno da Câmara exige a eleição de novos presidentes para cada comissão, garantindo a renovação e a diversidade de lideranças.
