Deputada Federal é Alvo de Operação do INSS e Polícia Federal
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) por suspeitas de envolvimento em um esquema de vantagens ilícitas dentro do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação, que culminou em diversas medidas cautelares, aponta para a deputada como articuladora em um suposto esquema de fraudes previdenciárias.
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A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, resultou na condução de 19 mandados de busca e apreensão, além de um mandado de monitoramento com tornozeleira eletrônica para a deputada. A ação foi realizada no Ceará e no Distrito Federal, com o objetivo de apurar irregularidades na administração do INSS.
Segundo a Polícia Federal, Gorete Pereira teria estabelecido contatos diretos com autoridades do órgão previdenciário, incluindo Alessandro Antonio Stefanutto, ex-presidente do INSS, e Alan, Diretor da Dataprev. A investigação aponta que a deputada utilizava procurações de entidades associativas para firmar Acordos de Cooperação Técnica com o INSS, articulando-se com Stefanutto e Alan para agilizar a ativação dessas entidades e viabilizar o esquema de descontos ilícitos em benefícios previdenciários.
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Alvos da Operação
Além da deputada, outros indivíduos foram presos e investigados. Entre eles, um empresário e a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da AAPEN (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional) e da AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil).
Cecília é acusada de ter atuado centralmente na operacionalização das filiações fraudulentas e na ocultação patrimonial.
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O diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan Santos, também foi alvo de mandados de busca e apreensão em Brasília, suspeito de facilitar autorizações para que associações realizassem transações envolvendo beneficiários do INSS. A investigação busca esclarecer a prática de diversos crimes, incluindo inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
As vítimas do esquema são aposentados e pensionistas do INSS que tiveram descontos irregulares aplicados em seus benefícios. A Polícia Federal apreendeu durante as diligências carros de luxo, grandes quantias em dinheiro e equipamentos eletrônicos.
O Ministério Público Federal solicitou a prisão preventiva da deputada, mas o ministro André Mendonça negou o pedido, justificando que a medida poderia inviabilizar o pleno exercício do mandato parlamentar. A investigação continua em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e esclarecer os detalhes do esquema fraudulento.
