Deputada cobra R$ 1.000 de auxílio moradia em Pernambuco após desastres

Deputada Propõe Aumento Significativo no Auxílio Moradias para Famílias Afetadas por Desastres Climáticos em Pernambuco
A deputada estadual Rosa Amorim (PT) apresentou uma proposta audaciosa para aumentar o valor do auxílio moradia oferecido pelo governo de Pernambuco às famílias que enfrentam emergências climáticas. O projeto, publicado nesta quinta-feira (7), visa elevar o benefício de R$ 350 para um montante de R$ 1.000, com duração determinada, buscando garantir que essas famílias tenham acesso a moradias seguras e protegidas contra os impactos de desastres ambientais.
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A iniciativa surge da percepção da parlamentar de que o valor atual, estabelecido em 2024, é insuficiente para atender às necessidades das famílias afetadas. Rosa Amorim argumenta que R$ 350 não é suficiente para cobrir as perdas sofridas e que, nesse valor, as famílias correm o risco de viver na rua ou retornar a áreas de risco, como margens de rios e canais.
A deputada enfatiza a necessidade de uma resposta concreta e efetiva por parte do estado de Pernambuco.
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Insuficiência do Valor Atual
Rosa Amorim critica a falta de recursos do poder público para auxiliar as famílias de menor poder econômico, questionando a ausência de obras estruturais que previnem desastres. Ela ressalta que a chuva pode ocorrer, mas a política tem a responsabilidade de proteger a população.
A deputada, que preside a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, destaca a desigualdade social, apontando que “quem morre é gente pobre e preta”.
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Eventos Passados
Ao relembrar o temporal de 2022 que causou 133 mortes, a maioria por deslizamentos de terra, Rosa Amorim expressou sua tristeza e a necessidade de ações efetivas. A deputada também mencionou as vítimas fatais do início de maio, incluindo Severino José dos Santos, agricultor sem terra que faleceu em Passira devido às inundações do riacho Catunguba.
Em 2025, sete mortes foram registradas, principalmente por choques elétricos.
Ciclo de Chuvas e Riscos
A deputada ressalta que o período de chuvas no litoral de Pernambuco, que costuma durar de abril a julho, é intensificado nos meses de maio e junho. O ativista ambiental pernambucano pondera que a região metropolitana e o litoral de Pernambuco já possuem um histórico de décadas de cheias e deslizamentos de terras, classificando esses casos como “desastres políticos” devido à negligência com a questão.
Ações Sociais e Necessidade de Soluções Estruturais
Rosa Amorim destaca o trabalho de movimentos populares, como o Mãos Solidárias, mas enfatiza que ações de solidariedade não são suficientes para resolver a crise. Ela lembra que uma idosa desabrigada, durante a distribuição de refeições, pediu apenas comida, saúde e, portanto, dignidade.
A deputada reforça a necessidade de que o poder do Estado, em todas as esferas, garanta os direitos básicos da população, como moradia, saúde, alimentação e vida digna.
Aprovação do Projeto de Mapeamento de Áreas de Risco
Na terça-feira (5), a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe aprovou um projeto para inserir na legislação o mapeamento de áreas de risco em todo o território de Pernambuco. O texto, proposto por uma comissão da Assembleia Legislativa, é resultado da união de projetos de lei de diversos deputados, incluindo Antônio Coelho (União Brasil), Renato Antunes (Novo), Socorro Pimentel (PSD) e Rosa Amorim (PT).
O projeto prevê um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco para garantir a segurança da população contra fenômenos da natureza.
Um estudo da Defesa Civil aponta que cerca de 70% do território de Pernambuco está em áreas de risco, sendo que 40% da população vive nessas áreas.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



