Deputada Federal Ajuíza Ação Contra Ratinho Pelo Ministério Público
A deputada federal Hilton Senra (Psol-SP) deu o pontapé inicial em uma ação judicial contra o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. A representação foi protocolada no Ministério Público de São Paulo, buscando a abertura de uma investigação criminal, a condenação do comunicador à prisão e o pagamento de R$ 10 milhões em indenização por danos morais coletivos.
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O processo surge após comentários controversos feitos por Ratinho durante o seu programa na emissora SBT, na noite de quarta-feira, 11 de março, em que ele abordou a atuação da Câmara dos Deputados. A ação, disponibilizada em formato PDF (275 kB), detalha as declarações consideradas ofensivas.
Detalhes da Ação e Declarações de Ratinho
Segundo o documento, Ratinho questionou a legitimidade de Hilton no cargo, alegando que sua condição de mulher trans a desqualificava. O apresentador fez afirmações como “não é mulher, é trans” e argumentou que para ser considerada uma mulher, seria necessário possuir “útero” e “menstruar”, além de questionar se a congressista tinha condições de compreender os desafios enfrentados por mulheres cisgênero.
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A representação busca responsabilizar Ratinho por crimes como transfobia e injúria transfóbica, equiparados ao crime de racismo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Pedido de Retratação e Indenização
Além da responsabilização criminal, a deputada Hilton Senra solicita que Ratinho e o SBT publiquem uma retratação pública. O valor de R$ 10 milhões da indenização, segundo ela, deveria ser destinado a projetos e organizações que apoiam mulheres vítimas de violência.
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Hilton enfatiza que as declarações de Ratinho têm um impacto amplo, perpetuando o preconceito contra a comunidade trans e incentivando comportamentos hostis.
Repercussão nas Redes Sociais
Em sua postagem no X (antigo Twitter), Hilton Senra reforçou sua posição, afirmando que a ação busca responsabilizar Ratinho e defender mulheres trans e cis que foram afetadas pelas declarações. Ela criticou o discurso do apresentador, descrevendo-o como “misoginia, ódio primal” contra todas as mulheres que não se encaixam nos padrões impostos por Ratinho.
A deputada ressaltou que a ação demonstra a necessidade de combater a discriminação e o preconceito contra a população trans.
