Deputada acusa Psol de desigualdade em repasses eleitorais
Partido dos Trabalhadores é acusado de desigualdade em repasses eleitorais, prejudicando candidaturas de grupos minoritários em São Paulo
A deputada federal (Psol-SP) acusou a direção nacional do Partido dos Trabalhadores (Psol) de descumprir acordos eleitorais e de distribuir recursos de campanha de maneira desigual, prejudicando candidaturas de perfis negros, transsexuais e de comunidades periféricas.
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A declaração foi feita nesta quarta-feira, 23 de junho de 2026, e aponta que as ações do partido desconsideram critérios de gênero, raça e deficiência ao definir os repasses financeiros.
Segundo a parlamentar, as decisões partidárias sugerem um favorecimento a um perfil específico de pré-candidatos, desmantelando a política nacional de inclusão que garantia ajustes financeiros para esses grupos. Ela enfatizou que essa descontinuidade ocorre em um momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia reconhecido a importância histórica e a necessidade dessa política de diversidade.
Desconsideração de Critérios de Inclusão e Repasses
A congressista, que é negra e travesti, destacou que a campanha eleitoral exige uma logística complexa e um esquema de segurança de alto custo, especialmente para disputar um estado de grande porte como São Paulo. Ela argumentou que a burocracia partidária ignorou essa realidade, o que pode inviabilizar o potencial eleitoral de candidaturas diversas.
A deputada fez questão de ressaltar que o partido teria desmantelado sua própria política de inclusão, o que mina os esforços feitos anteriormente. Ela criticou veementemente o desvio de foco, afirmando que a prioridade não deve ser a manutenção de um perfil político homogêneo, mas sim o apoio a todas as vozes representativas.
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A acusação central é que a distribuição de recursos e o apoio político estão sendo direcionados de forma desigual, prejudicando a representatividade e a força de setores que lutam por maior visibilidade política.
Exemplos de Desigualdade e Impacto Político
Para ilustrar o desequilíbrio, a deputada citou exemplos concretos de tratamento desigual. Ela apontou que, enquanto certos perfis recebem apoio maciço, outros são deixados à margem. Um exemplo citado foi o caso de Manuela Dória, que, apesar de seu histórico, teria recebido um tratamento diferenciado em comparação com outros grupos que merecem atenção.
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A deputada também fez referência a figuras como Renata Kuščer e outros nomes que, segundo ela, merecem maior apoio e visibilidade, mas que estão sendo negligenciados pelo aparato partidário. Ela enfatizou que a força do partido reside na diversidade de seus membros e na capacidade de mobilizar diferentes setores da sociedade.
O impacto dessa distribuição desigual é visto como um risco para a própria sustentabilidade política do grupo, pois mina a confiança dos militantes e da base eleitoral que esperam um tratamento justo e equitativo.
Conclusão: A Necessidade de Transparência
Em resumo, a fala da deputada aponta para uma necessidade urgente de transparência e justiça na distribuição de recursos e apoio político. Ela exige que o partido revise suas prioridades, garantindo que todos os membros, independentemente de seu perfil ou histórico, recebam o tratamento digno e o apoio necessário para competir em pé de igualdade.
A mensagem final é um alerta: a força política não pode ser construída sobre a exclusão ou o favorecimento, mas sim sobre o reconhecimento e o apoio mútuo de toda a militância.