Depósito de depoimento de Vorcaro é adiado pela segunda vez, causa preocupação ao BCCom
Daniel Vorcaro: adiamento crucial causa incertezas ao Banco Central sobre Compliance Zero.
O depoimento de Daniel Vorcaro para a Polícia Federal foi novamente adiado nesta quinta – feira, 27 de agosto de 2026. A oitiva estava marcada pelo ambiente virtual e seria realizada no complexo prisional da Papuda, onde ele está detido.
Segundo informações divulgadas por seu advogado, Daniel Bialski, houve instabilidade na conexão com a internet local que impediu os investigadores de prosseguir com as perguntas aos investigados sobre fraudes envolvendo o Banco Master.
Adiamento das declarações em relação ao BC
Com falha técnica como motivo do cancelamento, o depoimento ficou remarcado para sábado (28 de agosto de 2026). O defensor afirmou à imprensa que Vorcaro se colocou totalmente disponível para prestar esclarecimentos e aguardou pacientemente até haver um restabelecimento estável da rede no complexo prisional.
No entanto, esse sinal não foi possível garantir durante todo o período esperado pela defesa.
A expectativa é que nas próximas etapas ele possa detalhar fatos cruciais sobre a atuação do Banco Master junto ao próprio Banco Central (BC), especialmente em relação às contratações dos ex – diretores de fiscalização Belline Santana e Paulo Sérgio Souza.
O histórico das apurações na Compliance Zero
Compliance zero: as fases investigativas contra Vorcaro
As apurações referentes aos desvios financeiros no âmbito da instituição são conduzidas pelo escopo denominado Compliance Zero. A investigação foi autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília ainda em novembro de 2025, marcando o início do processo que envolveu a liquidação provisória por parte do BC.
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A primeira fase ocorreu com Daniel Vorcaro sendo levado à PF já em 17 de novembro de 2025; apenas dois dias antes da operação ser deflagrada oficialmente e ele deixar o Brasil na data seguinte (18/nov). Nessa ação inicial foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e vinte e cinco buscas e apreensão espalhadas por quatro estados além do Distrito Federal.
O ex – banqueiro foi novamente detido no dia 29 de novembro para dar continuidade aos procedimentos investigativos, enquanto os valores bloqueados ou sequestrados superaram a marca histórica de R 5,7 bilhões.
Desenvolvimento das operações
Ações subsequentes até julho: prisões em vários locais. O caso ganhou tração significativa após o STF assumir sob comando do ministro Dias Toffoli; ele autorizou uma segunda fase já em janeiro de 2026 e posteriormente determinou que as relatorias ocorressem desde fevereiro. Vorcaro foi novamente detido no início de março daquele ano na Superintendência da Polícia Federal localizada em Brasília para dar seguimento às investigações.
Em abril (16/abr), a PF prendeu, por exemplo, um ex – presidente do BRB acusado de permitir operações sem lastro com Master.
A investigação se expandiu ainda mais até maio: houve ações contra congressistas como o senador PP – PI [nome omitido] — onde ministro André Mendonça apontou uma relação entre político e empresário “que extrapola a amizade” —, além das buscas realizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Em 26 de maiembro foi alvo mandados em apuração suspeita envolvendo Banco Master e Rioprevidência. O ritmo investigativo continuou forte; no dia 18/junço foram alvos os senadores PT – BA (e Augusto Lima), enquanto na fase final do monitoramento ocorreu um mandato busca e apreensão contra outro empresário que estava sendo acusado por investigar esquema de vigilância direcionado aos jornalistas.