Depoimento revela detalhes chocantes sobre a morte de Henry Borel no julgamento de Jairinho e

O depoimento do perito Luiz Carlos Prestes no caso de Henry Borel revela detalhes chocantes sobre a morte do menino. Justiça e proteção infantil em jogo!

(Imagem de reprodução da internet).

Depoimento Técnico no Caso de Henry Borel

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, foi marcado pelo depoimento do perito criminal Luiz Carlos Prestes, assessor do Ministério Público. Durante a sessão realizada na sexta-feira (29) no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o especialista afirmou que o menino Henry Borel sofreu antes de sua morte, descrevendo o processo como “lento”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Prestes concluiu que a causa do óbito foi homicídio por espancamento.

O perito detalhou que Henry chegou sem vida ao hospital e que as manobras de ressuscitação realizadas pela equipe médica, que duraram cerca de 50 minutos, seguiram os protocolos, mas não tiveram sucesso devido à gravidade do quadro. A análise técnica revelou que a hemorragia interna e a laceração hepática, resultantes de uma ação contundente, foram as causas determinantes da morte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Prestes enfatizou que a massagem cardíaca realizada no hospital não poderia ter causado as lesões no fígado, uma vez que essa manobra é feita em uma área anatômica diferente. Essa defesa era sustentada pela equipe de Jairinho.

Expectativas e Apelos no Tribunal

Na chegada ao Tribunal do Júri, Leniel Borel, pai de Henry, expressou um misto de gratidão e ansiedade, fazendo um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se resume apenas ao nome do filho, mas também à proteção das crianças no Brasil.

Leia também

A equipe jurídica busca a absolvição de Monique, argumentando que ela vivia um relacionamento abusivo com Jairinho, que teria um histórico de vitimização. Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental.

Descartando a Hipótese de Acidente

O perito foi claro ao afirmar que a possibilidade de um acidente doméstico está “totalmente descartada”. Ele explicou que uma criança de 4 anos possui reflexos de defesa em quedas, e as 23 lesões identificadas no corpo de Henry são incompatíveis com uma queda da cama.

A perícia indicou que a morte ocorreu entre duas a três horas antes da chegada ao hospital, com base na temperatura corporal de 34ºC e na rigidez cadavérica observada.

O perito ressaltou que a criança provavelmente chorou e reclamou até desfalecer devido à hemorragia interna, evidenciando o sofrimento da vítima.

Dinâmica do Julgamento

Os réus enfrentam acusações de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. A acusação alega que Jairinho foi o responsável pelas agressões, enquanto Monique se omitiu para manter o relacionamento com o vereador.

O julgamento, presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, deve durar entre sete e dez dias.

Caso os jurados decidam pela condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça poderá determinar a prisão imediata dos réus ainda no plenário.