Deolane Bezerra enfrenta crise de saúde na prisão e aguarda decisão do STJ sobre habeas corpus
A situação de Deolane Bezerra no sistema prisional gera preocupação. Advogados relatam problemas de saúde e pedem habeas corpus. O que mais está em jogo?
Situação no Sistema Prisional Ganha Destaque
A situação dentro do sistema prisional voltou a ser tema de discussão nesta semana. A advogada e influenciadora, presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, estaria enfrentando problemas de saúde enquanto aguarda novos desdobramentos judiciais.
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Informações divulgadas pela jornalista Patrícia Calderon no programa Além da Notícia indicam que a defesa da ex-participante de A Fazenda apresentou relatos preocupantes sobre seu estado físico e emocional durante a detenção.
Segundo os advogados da influenciadora, Deolane Bezerra teria sofrido uma crise de pânico, condição já diagnosticada anteriormente, além de apresentar oscilações na pressão arterial. O relatório enviado pela defesa também menciona que ela deixou de se alimentar, alegando que a recusa estaria relacionada à qualidade dos alimentos e da água disponíveis na unidade prisional, considerados inadequados para consumo.
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O caso continua em análise no Judiciário.
Desdobramentos Judiciais e Investigações
Nesta terça-feira (9), a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve avaliar um novo pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da influenciadora, que buscam reverter sua prisão preventiva. As investigações indicam que Deolane teria mantido relações com indivíduos ligados a Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, uma das principais lideranças do PCC.
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Os investigadores afirmam que a influenciadora movimentou R$ 13,6 milhões em contas pessoais entre 2018 e 2022, além de cerca de R$ 14 milhões em empresas associadas a ela.
A defesa argumenta que os valores têm origem lícita e estão relacionados à sua atuação profissional como advogada. Além disso, os advogados sustentam que não há elementos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva, alegando que não existem riscos à ordem pública, à instrução processual ou à aplicação da lei.
Ao analisar um pedido anterior, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, decidiu que era necessário aguardar a manifestação das instâncias inferiores antes de uma nova avaliação da Corte Superior.
Na decisão, o magistrado afirmou que a situação dos autos não apresenta excepcionalidade que justifique a intervenção da Corte Superior. Enquanto a batalha judicial prossegue, a defesa tenta convencer os ministros de que não há fundamentos legais para a continuidade da prisão.
O resultado do julgamento poderá representar um novo capítulo em um dos casos mais comentados dos últimos meses.