Dentista ligado ao caso Lava Jato aluga mansão ligada a Lula no Lago Sul
Rafael Nicolau Arbex aluga mansão no Lago Sul, gerando questionamentos sobre ligação com Lava Jato e figuras-chave.
O contrato de aluguel da mansão no Lago Sul, em Brasília — local frequentemente visitado pela lobista Roberta Luchsinger e pelo filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva—, foi assinado recentemente sob a participação de um terceiro envolvido na negociação.
Segundo reportagem publicada nesta sexta – feira, dia 21/agosto/2026, o locatário é Rafael Nicolau Arbex, dentista que já havia sido testemunha sobre os detalhes do sítio de Atibaia durante investigações relacionadas à Lava Jato. As informações foram trazidas por Malu Gaspar, jornalista do jornal O Globo.
Detalhes dos contratos em Brasília
O imóvel possui uma área total de 2.110 m² e está situado dentro de condomínio fechado com acesso restrito a pessoas autorizadas na região administrativa da capital federal. A propriedade conta ainda com piscina, jardim, churrasqueira e um cômodo dedicado ao escritório para reuniões ou visitas importantes no cenário político – empresarial brasileiro.
A imobiliária TRK esclareceu que sua participação se limitou apenas à intermediação inicial; segundo o relato corporativo, foi Arbex quem assinou formalmente como locatário do contrato intermediado pela empresa. “Roberta nunca foi locatária em nenhum contrato”, afirmou uma representante sobre os trâmites comerciais realizados após essa primeira alocação de imóvel.
Testemunhos antigos contrastam com a negociação atual
O histórico da mansão também é marcado por depoimentos. Em Curitiba, durante um testemunho realizado na 13ª Vara no ano de 2018, o dentista Arbex havia afirmado que morava naquele sítio localizado em Atibaia mediante convite do próprio Fernando Bittar e chegou a negar qualquer frequência familiar à residência. Naquela ocasião específica ele mencionou conhecer tanto Lilian (mulher de Bittar) quanto Fábio Luís Lula da Silva há cerca de vinte e cinco anos.
Por outro lado, relatos mais recentes sugerem uma presença constante dos envolvidos: ex – funcionários citaram Roberta Luchsinger e FL. Lula da Silva frequentando local pelo menos duas vezes por mês na mansão; houve também registros sobre o filho presidencial permanecer sozinho no imóvel até dois dias seguidos durante algumas ocasiões importantes para reuniões políticas ou privadas do grupo em questão.
Investigações envolvendo influência política
Além das questões imobiliárias paulistas e cariocas que marcaram a vida desses personagens públicos, tanto Fábio Luís quanto Roberta são investigados pela Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência. Ainda mais recente é um episódio ocorrido em maio de 2026: ela teria apresentado FL Lula da Silva ao Careca do INSS por “boa educação”, ocasião na qual negou qualquer intermediação comercial entre os dois lados.
Mensagens apreendidas mostram discussões comerciais sobre operações financeiras complexas; inclusive foram cogitadas localizações como Luxemburgo para guardar dinheiro fora do alcance fiscal oficial brasileiro e que a defesa dele voltou recentemente, criticando o processo judicial pelo chamado “vazamento criminoso” das investigações. A reportagem também apontou um dado divulgado em 4 de dezembro de 2025: ele é suspeito quanto ao recebimento de uma mesada no valor total de R 300 mil diretamente da fonte pagadora do INSS.
Contextos legais paralelos
Enquanto os fatos sobre Brasília continuam sendo discutidos legalmente por seus respectivos advogados — como Marco Aurélio Carvalho —, que acusam a investigação atual de ter o objetivo claro de influenciar processos pelo uso indevido dos filhos e familiares, outros escândalos financeiros também circulam na mídia.
O advogado mencionou ainda Flávio Bolsonaro em um contexto paralelo; segundo sua fala houve denúncias contra ele relacionadas à compra recente de uma mansão nobre valorizada para R 6 milhões. Ele é alvo igualmente de investigações apontando ligação com milícias do Rio.
Apesar da complexidade das informações sobre contratos milionários ou depoimentos antigos envolvendo figuras políticas proeminentes brasileiras como Fernando Bittar (cujo sítio foi centro nevrálgico após a condenação presidencial pelo STF em 2021), os envolvidos não se manifestaram oficialmente ao jornal digital, e as defesas procuradas permaneceram silenciosas até o momento desta matéria editorial.