Democracia Cristã anuncia pré-candidatura de Joaquim Barbosa e provoca racha interno
Democracia Cristã anuncia Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência, gerando tensões internas e desafios. O que isso significa para a política?
DC confirma pré-candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência
No último sábado (16), o Democracia Cristã (DC) anunciou oficialmente a pré-candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República. De acordo com o analista político da CNN, Teo Cury, essa decisão provocou um racha dentro do partido. A escolha de Barbosa representa uma substituição direta de Aldo Rebelo, que havia sido indicado como pré-candidato ao Palácio do Planalto no início do ano.
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Aldo Rebelo foi lançado como pré-candidato pelo DC em janeiro de 2026. Contudo, as pesquisas ao longo dos meses mostraram que seu nome não conquistou o eleitorado. “Ele não deslanchou”, comentou Teo Cury. Diante desse cenário, o partido decidiu testar internamente o nome de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF e figura proeminente no julgamento do Mensalão.
As pesquisas internas mostraram resultados positivos, levando à filiação de Barbosa no início de abril, próximo ao fim do prazo para a janela partidária.
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Tensões internas e reações
A decisão de lançar Joaquim Barbosa causou tensões dentro do Democracia Cristã. Aldo Rebelo criticou a mudança, chamando o lançamento de Barbosa de um “balão de ensaio” e afirmando que suas posições são opostas às dele. Apesar do anúncio oficial, Rebelo declarou que continua sendo pré-candidato do partido.
Além do desgaste interno, a mudança busca consolidar uma candidatura de terceira via, que se oponha tanto a Flávio Bolsonaro (PL) quanto a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Teo Cury destacou que o perfil de Joaquim Barbosa, associado a condenações de políticos por corrupção, pode ser um ativo em um momento em que o eleitorado está cético em relação à política e ao STF.
Desafios à frente
Apesar do anúncio, a candidatura de Joaquim Barbosa enfrenta desafios significativos. Ele ainda não se pronunciou publicamente sobre a pré-candidatura, mantendo seu perfil discreto. Teo Cury lembrou que, em eleições passadas, Barbosa já demonstrou interesse em candidaturas presidenciais sem oficializá-las, o que gera cautela em outros partidos que consideram integrar uma possível chapa.
O DC agora busca resolver a crise interna e encontrar um vice para compor a chapa com Barbosa. Dois líderes de partidos do centro foram convidados para conversas iniciais, mas aguardam sinais mais concretos de comprometimento do pré-candidato antes de tomar qualquer decisão. “Ainda tem um chão pela frente”, resumiu Teo Cury.
Ciro Gomes mira o governo do Ceará
Outro nome que está movimentando o cenário político é Ciro Gomes (PSDB), que, ao contrário de eleições anteriores, não disputará a Presidência da República. Ele se lança como pré-candidato ao governo do Ceará, estado que já governou. Se eleito, seria seu segundo mandato à frente do executivo estadual.
O lançamento da candidatura de Ciro ganhou destaque nas redes sociais após um incidente durante seu discurso. Ao abordar questões de segurança pública e combate a facções criminosas, um apoiador fez um gesto que foi interpretado como uma apologia ao Comando Vermelho, levando Ciro a ordenar a prisão da pessoa.
Após ser informado por sua equipe que se tratava de um gesto de apoio, Ciro se corrigiu e reforçou seu discurso contra o avanço das facções criminosas no país.
No campo político, Ciro Gomes enfrentará um desafio significativo. Ele terá que lidar com o grupo político de Camilo Santana (PT-CE), que deixou o governo com altos índices de aprovação e busca eleger seu sucessor. Além disso, a relação conflituosa de Ciro com seu irmão, Cid Gomes (PSB), e seu flerte com integrantes do Partido Liberal aumentam a complexidade da disputa eleitoral no Ceará.