Demissão de Germán Naranjo Maldini da Landes após ataques racistas em voo no Brasil
A demissão de Germán Naranjo Maldini, executivo da Landes, após ataques racistas em voo da Latam, gera repercussão. Entenda os detalhes do caso!
Demissão de executivo chileno após incidentes racistas
A empresa Landes anunciou a demissão do executivo chileno Germán Naranjo Maldini, que foi preso no Brasil após realizar ataques racistas, homofóbicos e xenofóbicos contra um comissário de bordo da Latam. O incidente ocorreu em um voo no dia 10 de maio.
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A confirmação foi feita à CNN Brasil pela própria companhia, que comunicou a decisão internamente aos funcionários na terça-feira (19). Maldini atuava como executivo comercial da Landes há mais de uma década.
O executivo já havia sido afastado preventivamente no sábado (16), um dia após sua prisão pela Polícia Federal. O incidente aconteceu durante um voo da Latam que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, com destino a Frankfurt, na Alemanha.
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Durante o voo, Maldini foi contido por tripulantes após se comportar de maneira agressiva, fazendo ofensas raciais e homofóbicas ao comissário de bordo.
Reações e defesa do executivo
A empresa Landes havia declarado anteriormente que condenava de forma categórica todos os atos de discriminação, racismo e homofobia, e que estava investigando o caso internamente. Os advogados de Germán Naranjo afirmaram que os atos foram provocados por um surto psicótico, ressaltando que ele está sob tratamento desde 2013.
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Eles também destacaram que o executivo não tinha consciência do que ocorreu e expressou arrependimento pelo ocorrido.
Além disso, informações divulgadas pelo jornal chileno Diario Financiero revelaram que Maldini teria feito ameaças em um hotel, afirmando que havia deixado uma bomba para atacar muçulmanos. O hotel acionou os protocolos de emergência, mas nenhuma explosivo foi encontrado, e o caso foi arquivado pelo Ministério Público chileno por falta de evidências de crime.
Denúncias anteriores e contexto
Em 2025, Germán Naranjo também foi alvo de uma denúncia relacionada a um suposto suborno em um cartório no Chile. Segundo relatos, ele teria oferecido dinheiro a um funcionário para acelerar a emissão do passaporte de seu filho. A defesa do executivo enfatizou que ele está buscando tratamento médico e que sua condição mental deve ser avaliada, mesmo enquanto permanece detido.