DELÚBIO SOARES CRITICA ACORDO DE TERRAS-RARAS COM EUA EM GOIÁS

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, criticou veementemente o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), após o anúncio de um memorando firmado com os Estados Unidos referente a terras-raras. Em entrevista concedida em 21 de junho de 2026, Soares alegou que o documento carece de validade jurídica e que a iniciativa seria apenas um “gesto de propaganda” político.
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Segundo o ex-dirigente petista, Caiado não possui autonomia legal para negociar acordos dessa natureza, reforçando que a legislação brasileira atribui a responsabilidade sobre o subsolo nacional exclusivamente à União.
Questionamento sobre a Soberania e o Acordo de Terras-Raras
A controvérsia gira em torno da mineração de terras-raras, um recurso estratégico que possui em Goiás a única operação ativa no Brasil, situada em Minaçu. A empresa norte-americana responsável pela produção desses minerais anunciou, em 20 de abril, a aquisição da mina brasileira por um valor total de US$ 2,8 bilhões, quantia que, na cotação da época, equivalia a aproximadamente R$ 14 bilhões.
Soares utilizou o caso para descredibilizar o memorando de Caiado, afirmando que o documento “não vale nada” e não possui o mínimo respaldo legal. Ele enfatizou que a Constituição Federal determina que o subsolo brasileiro é de responsabilidade da União, e não dos governadores estaduais.
Para o ex-tesoureiro, a movimentação política de Caiado, que envolveu a visita à Serra Verde na mina, visaria apenas facilitar sua pré-candidatura à Presidência. Delúbio Soares fez uma crítica contundente ao sentimento de que “falando, vira lei”, questionando a base legal de documentos que, segundo ele, não têm força normativa.
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Contexto Político e o Pedido de Revisão Criminal
Além da crítica ao acordo de terras-raras, Delúbio Soares aproveitou a entrevista para abordar seu próprio histórico político. Ele é uma figura que esteve envolvida em escândalos de grande repercussão, como o Mensalão e a Operação Lava Jato.
Em suas declarações, Soares mencionou o processo do Mensalão, um esquema de suborno que envolveu a troca de apoio político por recursos. Ele também fez referência à Operação Lava Jato, que investigou desvios de recursos e superfaturamento, tendo a Petrobras como ponto central do escândalo.
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O ex-dirigente petista, que foi preso em decorrência desses casos, fez questão de manifestar sua convicção de inocência. Ele também criticou a atuação do ministro do STF, Joaquim Barbosa, que havia relatado o caso do Mensalão e se aposentou em 2014.
Soares detalhou que deixou um documento com sua neta, com o objetivo de que, caso ele venha a falecer e não o faça pessoalmente, ela possa dar seguimento ao pedido de revisão criminal referente ao Mensalão. Suas declarações reforçam o desejo de reverter as condenações e reabrir o debate sobre os escândalos que marcaram o período de governos do PT.
As declarações de Delúbio Soares reacendem o debate sobre os limites da autonomia estadual em relação aos recursos minerais estratégicos e sobre o futuro de processos judiciais de grande impacto político no Brasil.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



