
A delegação iraniana em Islamabad conta com 71 integrantes, incluindo negociadores, especialistas, representantes da mídia e da segurança, conforme informou a agência de notícias semioficial Tasnim neste sábado (11). O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que também faz parte da comitiva, destacou a presença do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.
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A reportagem menciona que, devido à complexidade e à alta sensibilidade das negociações entre o Irã e os Estados Unidos, a equipe inclui não apenas os principais negociadores, mas também comitês técnicos e especialistas para as consultas necessárias.
A proposta de 15 pontos apresentada pelo governo Trump, que ainda não foi totalmente divulgada, abrange o compromisso do Irã em não desenvolver armas nucleares, a entrega de seu urânio altamente enriquecido, limites às capacidades de defesa de Teerã e a reabertura do Estreito de Ormuz.
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A delegação dos EUA será chefiada pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.
Neste sábado (11), representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciam a primeira rodada de negociações após o início do cessar-fogo entre os dois países. As conversas estão ocorrendo em Islamabad, a capital do Paquistão, que atua como um dos principais mediadores do conflito.
De acordo com a Casa Branca, as discussões estão programadas para a manhã deste sábado, no horário local do Paquistão, que corresponde à madrugada no horário de Brasília.
No entanto, há um clima de tensão e incerteza em torno das negociações. O Irã insiste que Israel deve cessar os ataques no Líbano, afirmando que isso é parte do acordo para a suspensão dos combates. O principal negociador iraniano ressaltou que, apesar da “boa vontade” de Teerã, a confiança nos EUA é limitada.
Por outro lado, Israel e os Estados Unidos afirmam que as forças israelenses realizaram os maiores ataques ao país vizinho desde o início da guerra nesta semana. O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de não permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, afirmando: “Esse não é o acordo que temos!”
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Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.