Defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha alega transtorno psicótico após agressão a cabeleireiro
A defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha alega transtorno psicótico após agressão a Eduardo Ferrari. Entenda os detalhes desse caso polêmico em São Paulo.
Defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha alega transtorno psicótico
A defesa de Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, que foi presa após agredir o cabeleireiro Eduardo Ferrari com uma faca, argumenta que ela apresenta transtorno psicótico. Segundo os advogados, Laís portava a faca devido a um assalto ocorrido nas proximidades do Terminal Rodoviário da Barra Funda, em São Paulo.
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Ela admitiu a agressão, que aconteceu em um salão de beleza na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona Oeste da capital paulista, após ficar insatisfeita com o resultado do seu cabelo.
O advogado criminalista Murilo Augusto Maia, que representa Laís, informou que ela foi diagnosticada com transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023. Recentemente, ela esteve internada devido a hepatite medicamentosa, o que a levou a interromper o uso dos medicamentos prescritos pelo Caps (Centros de Atenção Psicossocial).
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A defesa também destacou que Laís nunca teve a intenção de ferir Eduardo e contestou a afirmação de que ela esperou 30 dias para reclamar do serviço.
Detalhes do incidente
Conforme a defesa, Laís foi ao salão para realizar um procedimento de mechas no dia 7 de abril. No dia seguinte, notou que o resultado não atendeu suas expectativas. Em 13 de abril, ela teria tentado entrar em contato com o salão, mas não obteve resposta.
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No dia 14, segundo o advogado, Laís enviou várias mensagens de WhatsApp, sendo informada pela equipe do salão que não poderiam continuar o atendimento por aquele meio.
O incidente ocorreu na tarde do dia 5 de abril. Funcionários e o segurança do salão contiveram Laís até a chegada da polícia, que registrou o caso como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91° DP (Ceasa), encaminhando-o ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).
Laís foi liberada após assinar um termo circunstanciado, pois a ocorrência foi inicialmente classificada como lesão corporal, ameaça e autolesão, o que dispensou a audiência de custódia.
Reação da defesa de Eduardo Ferrari
A advogada de defesa de Eduardo Ferrari, Quecia Montino, afirmou que Laís havia realizado um procedimento capilar cerca de 30 dias antes do incidente e retornou ao salão insatisfeita, exigindo a devolução do valor pago. Segundo ela, diante da negativa, Laís agiu de forma agressiva e, de maneira inesperada, desferiu um golpe de faca nas costas de Eduardo.
Montino ressaltou que Eduardo está profundamente abalado pelo ocorrido, mas felizmente se encontra bem e fora de risco. A defesa de Eduardo afirmou que acompanhará o caso de perto, confiando na atuação do Poder Judiciário para a devida responsabilização.