Defesa de Jairinho promete anulação do júri após condenação de 43 anos por morte de Henry Borel
A defesa de Jairinho promete anular o júri após sua condenação a 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel. Entenda os próximos passos dessa polêmica!
Defesa de Jairinho promete anulação do júri após condenação
A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, representada por Rodrigo Facuz, declarou que, após a condenação de Jairinho nesta quarta-feira (4) a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, de 4 anos, “certamente esse júri será anulado e ele (Jairo) será submetido a um novo julgamento”.
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A expectativa é que, dessa vez, todas as garantias sejam respeitadas, permitindo acesso a todos os elementos probatórios, e que a decisão seja baseada nas evidências apresentadas. Segundo a defesa, ficou evidente que, durante o julgamento, ele deveria ter sido absolvido, assim como Monique.
Além de Rodrigo, Jairo também contava com a representação do advogado Fabiano Lopes, que reforçou a ideia de que o júri deve ser anulado. Lopes afirmou que a defesa enfrentou uma luta “contra tudo e contra todos” e destacou que nunca havia presenciado um julgamento como o de Jairinho.
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Críticas ao julgamento e alegações de nulidades
Após a condenação, a defesa concedeu uma entrevista à imprensa, onde afirmou que, ao longo dos 11 dias de júri, ocorreram diversas nulidades, o que leva a crer que “não têm dúvidas que o júri será anulado”. Fabiano Lopes expressou sua indignação, afirmando: “Nunca vi um julgamento tão bizarro em toda a minha vida.
A cada instante, era uma nulidade. Um julgamento estranho, que não agradou nem ao Ministério Público nem à defesa de Jairo.” Ele também mencionou que o juiz impediu a defesa de Jairo de realizar seu trabalho adequadamente, tratando a defesa de Monique de forma diferente.
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O advogado ainda comentou que “para Leniel (pai de Henry) vai continuar tudo maravilhoso”, insinuando que a morte do filho sempre foi utilizada como um cabide eleitoral.
Condenação de Jairinho e situação de Monique
O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro considerou Dr. Jairinho culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura que lhe foram atribuídos. Monique Medeiros, mãe da criança, foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho, recebendo uma pena de 1 ano e 4 meses de detenção, já considerada cumprida.
Quanto à acusação de homicídio, os jurados desclassificaram o crime para homicídio culposo, conforme decisão da juíza Elizabeth Machado Louro.
Durante o julgamento, Monique chorou em várias ocasiões, especialmente durante as sustentações das partes. O Ministério Público apresentou vídeos e imagens de Henry ao lado do pai, Leniel Borel, incluindo registros das últimas imagens da criança em um parquinho, além de gravações das câmeras de segurança do elevador do prédio, mostrando Henry no colo de Monique ao lado de Jairinho horas antes de sua morte.
Os advogados de Monique, por sua vez, exibiram vídeos da criança com a mãe, argumentando que ela teria sido vítima de violência de gênero e de um relacionamento abusivo. O ex-vereador negou as acusações. Após os debates entre acusação e defesa, o conselho de sentença se reuniu para votar os quesitos, resultando na condenação dos dois réus pela morte de Henry Borel.