Daniel Vorcaro, do Banco Master, tenta barrar investigações de três ministérios públicos. Descubra os desdobramentos e a estratégia no STF!
Os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, estão buscando impedir investigações de pelo menos três ministérios públicos estaduais. O foco das apurações é a aplicação de recursos de fundos de previdência de servidores municipais e estaduais na instituição financeira.
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A estratégia da defesa é concentrar todas as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar novas operações determinadas pela Justiça de primeira instância. Isso já ocorreu em relação a fundos de pensão do Rio de Janeiro e do Amapá.
Informações obtidas pela CNN indicam que Vorcaro apresentou recursos em processos que tramitam em sigilo, solicitando que as investigações dos ministérios públicos sejam encaminhadas ao STF. Contudo, até o momento, os tribunais responsáveis negaram os pedidos, argumentando que as investigações não envolvem autoridades com prerrogativa de foro.
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A expectativa é que o Banco Master continue a adotar essa estratégia, apresentando mais recursos para levar os casos ao Supremo.
O caso chegou ao STF após a Justiça Federal de primeira instância autorizar a primeira etapa da investigação, que revelou elementos contra o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA). Isso levou à decisão de que a investigação deveria permanecer no Supremo.
No entanto, outras partes da apuração do caso Master permaneceram na primeira instância, resultando em operações adicionais contra o banco. Uma delas ocorreu no Rio de Janeiro, onde, no final de janeiro, a 6ª Vara Federal Criminal emitiu mandados de busca e apreensão relacionados à aplicação de R$ 970 milhões no Master.
Além disso, a 4ª Vara da Justiça Federal determinou uma operação para investigar possíveis irregularidades na decisão do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá, que aplicou R$ 400 milhões em letras financeiras emitidas pela instituição de Vorcaro.
A assessoria do Banco Master confirmou a movimentação em nota. A defesa esclareceu que apenas solicitou informações sobre a existência de investigações e, caso confirmadas, pediu a remessa dos autos ao STF, visando preservar a competência da Corte, conforme entendimento já estabelecido pelo próprio STF na Reclamação Constitucional nº 88.121.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.