Decisão dos EUA classifica PCC e CV como terroristas: impactos no Brasil são debatidos

A designação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA gera polêmica no Brasil. Entenda os impactos e as análises de Marília Pimenta sobre o tema

06/06/2026 02:56

2 min

Decisão dos EUA classifica PCC e CV como terroristas: impactos no Brasil são debatidos
(Imagem de reprodução da internet).

Designação do PCC e CV como Organizações Terroristas pelos EUA

A classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelos Estados Unidos provocou um intenso debate sobre os possíveis efeitos dessa decisão no Brasil. Marília Pimenta, professora de Relações Internacionais da UNESP, acredita que as empresas e o setor financeiro serão os mais impactados por essa medida.

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Em entrevista ao WW, Marília contextualizou essa decisão dentro de uma agenda extraterritorial dos EUA, que remonta aos atentados de setembro de 2001. A partir desse evento, os Estados Unidos começaram a implementar ações preventivas e preemptivas, abrangendo intervenções militares e medidas nos âmbitos jurídico e financeiro.

Histórico de Combate ao Terrorismo

Para entender o alcance dessa medida, Marília enfatizou a necessidade de observar o histórico norte-americano no combate ao terrorismo na América Latina. Ela mencionou o “Plano Colômbia” como um exemplo significativo, que envolveu a designação das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como grupo terrorista, associando-as ao tráfico de drogas e resultando em reformas nos sistemas jurídico, policial e prisional da Colômbia.

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“É fundamental estabelecer esse retorno histórico para refletir sobre a agenda extraterritorial dos EUA e analisar os impactos em outros países da região, a fim de compreender como esse tema se relaciona com o Brasil”, afirmou a especialista.

Impactos Diretos no Brasil

Marília destacou que o PCC e o CV atuam em diversas atividades que envolvem terceiros, o que torna empresas e o setor financeiro os alvos mais vulneráveis à nova legislação americana. “Temos impactos diretos em empresas que podem estar vinculadas ou de alguma forma abastecer o crime organizado no país”, explicou.

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A especialista ressaltou que os indivíduos que mantêm vínculos diretos ou indiretos com essas organizações passarão a ser monitorados e deverão responder a essa nova legislação. “Essas duas organizações têm uma série de penetrações na economia brasileira em diversas atividades, envolvendo outros atores que também serão monitorados e terão que se adequar à legislação americana”, concluiu Marília.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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