Decisão de Alexandre de Moraes concede à PGR cinco dias para se manifestar sobre a nova tentativa de Braga Netto
O general encontra-se detido desde dezembro de 2024 por tentar obter informações referentes ao programa de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o novo pedido de liberdade do general Walter Braga Netto. Ele permanece preso desde dezembro de 2024 em decorrência de sua tentativa de obter informações relativas à delegação de honra ao tenente-coronel Mauro Cid.
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Após a manifestação da PGR, Moraes, que é relator da ação contra o ex-ministro Jair Bolsonaro, deve decidir sobre o futuro de Braga Netto. Os advogados insistem no argumento de que o general não tem mais motivos para estar preso, já que o julgamento do núcleo crucial da trama golpista se aproxima.
No início do mês, Moraes recusou o pedido do general para que deixasse a prisão por “perigo” em caso de liberdade. Para o ministro, a prisão preventiva é necessária para assegurar a aplicação da lei penal e proteger a ordem pública, devido ao “perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado”.
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A defesa do ex-ministro argumenta que a decisão do relator não apresentou fundamentos concretos para a manutenção da custódia cautelar e solicitou uma nova análise.
Em junho, um novo relatório enviado ao STF pela Polícia Federal complicou a situação de Braga Netto, presa por tentar obter informações referentes ao pagamento de propina de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O documento se baseia nos dados encontrados no celular do coronel da reserva Flávio Botelho Peregrino, que atuou no Gabinete de Segurança Institucional, na Casa Civil e no Ministério da Defesa.
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A Polícia Federal aponta, com base em dados, que os membros da organização criminosa agiram para acessar o conteúdo do dossiê de delação de Cid, o que reforça outros elementos de prova na investigação da trama golpista. Os investigadores identificaram, por exemplo, a criação de um grupo no WhatsApp denominado “Eleições 2022”, no qual estavam envolvidos seis pessoas, incluindo Peregrino e Braga Netto.
As trocas de mensagens indicam que os membros da organização criminosa planejaram e realizaram várias ações para desestabilizar o regime democrático, conforme afirma a Polícia Federal.
Fonte por: Carta Capital
Autor(a):
Redação Clique Fatos
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