Dark Horse: PGR fecha delação com empresário ligado a fundo americano

A colaboração detalha repasses ao fundo americano Havengate e amplia as investigações sobre a fraude financeira do Banco Master.

03/09/2026 08:23

3 min

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro na produção “Dark Horse”
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro na produção “Dark Horse”

A PGR (Procuradoria – Geral da República) firmou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como o Mineiro, proprietário da Entre Investimentos e Participações. A empresa aparece nas transações financeiras que ligavam o banqueiro Daniel Vorcaro à produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex – presidente Jair Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O acordo é o segundo firmado no âmbito das investigações sobre a fraude financeira do Banco Master. Antes de Freixo, João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, também havia fechado uma colaboração premiada com a PGR, conforme informado pela CNN.

Como funcionavam os repasses para “Dark Horse”

De acordo com as informações divulgadas, a Entre Investimentos e Participações era usada para fazer repasses entre Daniel Vorcaro e a produção do filme. O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, está à frente da empresa mencionada nas movimentações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os valores eram enviados ao Havengate Development Fund, um fundo americano responsável por administrar o dinheiro destinado a “Dark Horse”. Depois de receber os recursos, o fundo encaminhava os pagamentos para a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.

Na prática, o fluxo financeiro descrito passava por diferentes empresas e instituições antes de chegar à produtora. A Entre Investimentos e Participações fazia a intermediação dos repasses atribuídos à relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção da cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

O Havengate Development Fund tinha sede no Texas. Segundo as informações apresentadas, um dos administradores do fundo seria Paulo Calixto, advogado do ex – deputado Eduardo Bolsonaro.

Delação é a segunda ligada ao Banco Master

A colaboração de Antonio Carlos Freixo Júnior é apontada como a segunda delação premiada relacionada à fraude financeira do Banco Master. O acordo foi fechado com a PGR, instituição que também negociou a colaboração de João Carlos Mansur.

Leia também

Mansur é dono da gestora Reag e, assim como Freixo, passou a integrar o conjunto de pessoas que firmaram acordos de colaboração no caso. As informações sobre a delação de Mansur foram divulgadas anteriormente pela CNN.

Os acordos citados envolvem personagens ligados a diferentes etapas das movimentações investigadas. De um lado, aparece a Entre Investimentos e Participações, ligada a Antonio Carlos Freixo Júnior; de outro, o Havengate Development Fund, que administrava o dinheiro e fazia os encaminhamentos para a Go Up Entertainment.

O caso também envolve a produção de “Dark Horse”, descrita como uma cinebiografia sobre o ex – presidente Jair Bolsonaro. Os pagamentos relacionados ao filme são parte central da ligação financeira mencionada entre Daniel Vorcaro, as empresas envolvidas e o fundo sediado no Texas.

A informação sobre o acordo de delação premiada com Antonio Carlos Freixo Júnior está em atualização.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!