Dark Horse: CGU apura indícios de irregularidades em repasse de R 2 milhões

Operação Make Up cumpre 49 mandados em quatro unidades da federação, enquanto o financiamento do filme é investigado em dois inquéritos no STF.

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro na produção “Dark Horse”

A CGU (Controladoria – Geral da União) identificou indícios de irregularidades na aplicação de R 2 milhões repassados por meio de emenda parlamentar do deputado federal Mario Frias (PL – SP). O dinheiro foi destinado ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre a vida do ex – presidente Jair Bolsonaro (PL.

A investigação aponta que parte dos recursos não teria sido comprovada por meio de notas fiscais pela empresa responsável pela produção. A apuração levou à operação Make Up, realizada nesta quinta – feira (10) pela força policial em parceria com a CGU.

Operação cumpre 49 mandados em quatro unidades da federação

Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse”. Entre os alvos está Karina Gama, dona da produtora responsável pela produção do longa.

As medidas judiciais ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. As investigações apontam a existência de uma “organização criminosa formada por agentes públicos e privados”.

De acordo com a apuração, o grupo é suspeito de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular. Também há suspeita de que os serviços contratados não tenham sido efetivamente comprovados.

Financiamento do filme é investigado no STF

O financiamento de “Dark Horse” é alvo de dois inquéritos no STF. Um dos procedimentos é relatado pelo ministro André Mendonça. O outro, que apura o possível direcionamento de emendas, tem Dino como relator.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre a emenda parlamentar de R 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil. A decisão citou “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.

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Mario Frias é produtor executivo do longa e foi secretário de Cultura na gestão Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, o parlamentar tratou da destinação dos recursos.

Polícia Civil investigou produtora em junho

A Polícia Civil de São Paulo também realizou, em junho, uma operação contra a Go UP Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”. A ação teve como foco suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos.

O caso, portanto, já havia sido investigado por órgãos de controle e pela polícia antes da operação desta quinta – feira (10). A apuração envolve a utilização da emenda parlamentar, a contratação de empresas e a comprovação dos serviços relacionados ao filme.

A CNN procurou a assessoria de Mario Frias sobre a operação da PF realizada nesta quinta e aguarda resposta. A reportagem também tenta contato com Karina Gama.