Depoimento de Daniel Vorcaro ao STF sobre a venda do Will Bank
Durante seu depoimento ao STF, o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou que a venda do Will Bank já estava acordada e seria finalizada no mesmo dia em que o Banco Central determinou a liquidação do Master, em 18 de novembro de 2025. Segundo Vorcaro, o comprador seria o fundo Mubadala Capital, de Abu Dhabi.
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“Naquela semana específica, tudo estava concluído. Faltavam apenas as assinaturas. A primeira assinatura ocorreu na segunda-feira, que foi a da Fictor. No dia seguinte, estava prevista a venda do Will Bank para o fundo Mubadala, que é amplamente reconhecido internacionalmente.
O contrato estava pronto e seria assinado na manhã do dia 18”, declarou Vorcaro durante a acareação realizada em 30 de dezembro.
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Impedimentos na conclusão do negócio
Vorcaro explicou que, na semana em que a operação foi deflagrada, as negociações já estavam finalizadas, restando apenas a formalização dos contratos. Ele alegou que a conclusão do negócio foi frustrada pela intervenção da polícia e do Banco Central.
Contexto da operação e queda de sigilo
Após a interrupção das negociações mencionadas por Vorcaro, o Banco Master contava com 12 milhões de clientes, abrangendo serviços como cartões de crédito, empréstimos e investimentos, e movimentou cerca de R$ 7,5 bilhões no último ano.
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Na noite de quinta-feira (29), o ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu pela quebra de sigilo de Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central. Além da questão do Will Bank, Vorcaro negou a acusação de que os créditos emitidos pela instituição eram falsos e afirmou não ter conhecimento sobre as operações da companhia.
