Daniel Vorcaro provoca reviravolta no caso com vazamentos que podem impactar políticos importantes

os envolvidos sintam a pressão e reconsiderem suas posições. Quais serão as consequências para os políticos mencionados?

(Imagem de reprodução da internet).

Novos Desdobramentos no Caso de Daniel Vorcaro

O caso de Daniel Vorcaro e a possibilidade de uma delação premiada ganhou novos contornos, com especialistas apontando uma manobra da defesa do ex-banqueiro. Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, considera que o vazamento de informações e a menção a novos nomes, principalmente políticos, configuram uma jogada “desesperada” para pressionar as autoridades competentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista ao WW nesta sexta-feira (12), Barreto avaliou que a estratégia da defesa de Vorcaro tinha como objetivo pressionar a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) a aceitarem o acordo de delação premiada do ex-banqueiro.

Comparação com a Lava Jato

Para contextualizar a situação, Barreto recorreu à Operação Lava Jato como um parâmetro de análise. Segundo ele, o histórico recente do país apresenta um exemplo de “uma operação um pouco descontrolada, de ataques sem uma estrutura hierárquica, com políticos se empurrando uns aos outros em direção ao foco para conseguirem se livrar”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em contraste, o especialista descreveu um modelo investigativo oposto: “uma investigação e um top-down, controlado com seus efeitos dosados”, onde os envolvidos estabelecem um cronograma para a divulgação de informações.

Sensação de Controle que se Desfez

Barreto relatou que, até recentemente, havia em Brasília a percepção de que o caso caminhava para um desfecho mais controlado. Nesse cenário, segundo o especialista, “enrolando as organizações”, possivelmente após receber um recado para “segurar a onda” e, assim, conseguir se livrar da situação posteriormente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, essa sensação foi abalada pelos acontecimentos mais recentes. O que se observou, segundo Barreto, foi um vazamento atribuído, nos bastidores, à própria defesa de Vorcaro. A estratégia consistiu em especular sobre a existência de novos nomes, incluindo o presidente do Senado e uma ala do PT, “de certa maneira para criar algum tipo de frisson na opinião pública, na imprensa, para que a Polícia Federal e as instituições fossem pressionadas a aceitar” o acordo.

Para o especialista, trata-se de “uma jogada um pouco desesperada, talvez, da defesa”, que reacendeu o risco de o processo “perder o controle novamente com vazamentos”. Barreto resumiu o momento como um limiar em que o país pode “entrar num bang-bang onde as instituições perdem um pouco o controle desse processo de investigação e de apuração”.

Leia também