Caso Master: Fundador Alega Falta de Intenção em Mensagens Polêmicas
Na manhã de 4 de março de 2026, o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou sua versão aos investigadores, afirmando que nunca teve a intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas. Segundo ele, as mensagens que o colocam em questão foram retiradas de contexto.
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A terceira fase da operação Compliance Zero foi autorizada com base em evidências de que Vorcaro mantinha contato com um grupo de funcionários que atuavam como seu núcleo de apoio.
Um dos elementos que levaram à autorização da operação foi a divulgação de mensagens em que Vorcaro solicitava um assalto forjado para “assustar” o colunista Lauro Jardim, do O Globo. De acordo com informações obtidas, o empresário expressou o desejo de “dar um pau nele”.
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Diante das investigações, Vorcaro negou as acusações, alegando que as mensagens foram apenas um “tom de desabafo” e que não tinha a intenção de intimidar ninguém. “Jamais determinei ou determinaria agressões ou qualquer espécie de violência”, declarou o ex-banqueiro.
A assessoria de imprensa de Daniel Vorcaro divulgou uma nota oficial esclarecendo que o empresário, no momento da prisão, afirmou que jamais teve a intenção de intimidar jornalistas e que suas mensagens foram tiradas de contexto. Ele afirmou que sempre respeitou o trabalho da imprensa e manteve um relacionamento institucional com diversos veículos e jornalistas ao longo de sua trajetória empresarial.
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Vorcaro segue colaborando com as autoridades competentes e espera que a análise completa das informações esclareça definitivamente as interpretações equivocadas que vêm sendo divulgadas.
Detalhes da Investigação e Decisões Judiciais
O ministro do STF, André Mendonça, que autorizou a operação, citou um parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) que indicava a ausência de perigo iminente. A PGR, sob o comando de Paulo Gonet, declarou que não podia ser favorável a pedidos cautelares, pois isso não poderia ser “abonado”.
Mendonça lamentou a posição da PGR, destacando indícios de crimes contra a integridade física e moral de jornalistas e autoridades públicas, além de possíveis acessos indevidos a sistemas de segurança.
Além disso, o ministro determinou o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens no valor de até R$ 22 bilhões. Funcionários do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, também foram afastados de suas funções e proibidos de manter contato com outras pessoas envolvidas na investigação.
A Polícia Federal determinou o uso de tornozeleiras eletrônicas para os investigados e a suspensão das atividades de algumas empresas, incluindo Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal LTDA e Moriah Asset Empreendimentos e Participações LTDA.
Contexto e Antecedentes do Caso
As investigações sobre o caso Master começaram em 2024, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que solicitou a verificação de indícios de fabricação e venda de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional.
O caso envolveu o empresário Daniel Vorcaro e gestores, executivos e empresários ligados a fundos de investimentos e operações com títulos de crédito, com o objetivo de ocultar rombos financeiros.
