CVM inicia investigação sobre Banco Master e Reag Investimentos, buscando interconexões e melhorias na regulação. Descubra as implicações dessa ação!
O grupo de trabalho formado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para investigar o funcionamento do Banco Master e da Reag Investimentos começou suas atividades nesta segunda-feira, 9 de janeiro de 2026. O objetivo é identificar possíveis interconexões que possam ter passado despercebidas nos processos em andamento, especialmente entre diferentes superintendências, conforme informações do CNN Money.
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A CVM já considera a possibilidade de propor melhorias estruturais em áreas como regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional, dependendo das descobertas do grupo. Nos bastidores, há uma expectativa de que as ações do colegiado resultem em mudanças na estrutura interna da CVM, promovendo a otimização de procedimentos e a integração entre as áreas.
O grupo realizará um diagnóstico institucional para avaliar a eficiência dos processos e identificar eventuais erros. O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de até três semanas. A iniciativa foi proposta pelo Comitê de Gestão de Riscos da CVM, após uma análise técnica das informações relacionadas ao Grupo Master, à Reag e outras entidades associadas.
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Na fase inicial, o comitê teve acesso a dados sobre a atuação das áreas de supervisão, fiscalização e acusação em relação à abertura de procedimentos nos últimos anos, além das comunicações feitas a outros órgãos públicos e o andamento de inquéritos relacionados.
A Reag foi liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2026, em meio a operações policiais que investigam a atuação de fundos de investimento, possíveis fraudes ligadas ao Banco Master e conexões com facções criminosas. Em resposta às investigações, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou que o governo está discutindo o aumento do poder de fiscalização do Banco Central sobre os fundos de investimento, transferindo atribuições atualmente sob a responsabilidade da CVM.
A CVM, por sua vez, afirmou que a regulação de fundos de investimento é definida por leis e não por atos do Poder Executivo. A Reag, em comunicado, informou que não fará comentários sobre o assunto. A reportagem também tentou contato com o Banco Master, que ainda não se manifestou.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.