Cury diz que condenações do 8/1 foram exageradas e nega golpe materializado

Cury promete adotar medidas no primeiro dia de mandato e defende revisar penas à luz da proporcionalidade entre os crimes cometidos.

O candidato a presidente Augusto Cury durante sabatina da CNN Brasil

O candidato à Presidência afirmou nesta segunda – feira (7), durante sabatina à CNN, que as condenações pelos “foram exageradas”. Na avaliação dele, algumas penas aplicadas após os atos de depredação de patrimônio público foram mais severas do que as impostas em casos de crimes de homicídio.

Ao comentar os processos, o candidato disse que pessoas que cometeram crimes ou tiveram intenção de promover um golpe devem ser responsabilizadas. Por outro lado, afirmou que não considera ter havido a participação necessária das Forças Armadas para caracterizar a materialização de um golpe.

Candidato critica penas aplicadas

“As condenações foram realmente exageradas em muitos casos. Quem cometeu ou teve intenção de golpe tem que ser punido”, declarou durante a entrevista. Na sequência, ele diferenciou a intenção de promover um golpe daquilo que chamou de sua efetiva concretização.

“Mas golpe você tem quando tem a materialização das Forças Armadas com os golpistas, mas isso não houve”, afirmou. A declaração foi dada ao ser questionado sobre as condenações relacionadas aos atos de depredação de patrimônio público.

O candidato também citou situações específicas para sustentar a avaliação de que houve excesso nas penas. “Mas como pode um senhor que fez Pix de R 500, não participou do 8 de janeiro, ser condenado a 14 anos?”, questionou.

Promessa para o primeiro dia de mandato

Outro exemplo mencionado foi o de uma jovem que escreveu “perdeu, mané” na estátua. Para o candidato, a punição aplicada a ela foi desproporcional quando comparada às condenações recebidas por pessoas acusadas de crimes mais graves.

“Como pode uma jovem que escreveu ‘perdeu, mané’ na estátua ser condenada a uma pena cruel, mais do que vários assassinos?”, disse. A crítica dele se concentrou na diferença entre as penas e na gravidade atribuída a cada conduta.

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Segundo o candidato, caso seja eleito, ele adotará “todas as medidas necessárias” já no primeiro dia de mandato. A promessa foi apresentada como uma resposta aos casos que considera marcados por exageros nas condenações.

“Houve exagero, sem dúvida alguma, e eu quero tomar todas as medidas necessárias se for eleito”, concluiu. Ele afirmou ainda que prefere não continuar tratando do assunto, por considerar a pauta “extremamente polêmica”, e disse que há outras prioridades a serem cuidadas.