Atletas pedem VAR para curling! Disputas por toques geram caos. Será que o curling vai ter o VAR? 🤯 Descubra os debates e a busca por justiça no esporte.
A competição de curling tem sido marcada por controvérsias recentes, principalmente devido a disputas envolvendo toques em pedras. A equipe masculina da Suécia acusou atletas canadenses de terem tocado na pedra duas vezes, gerando um incidente que gerou grande debate entre os competidores.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em resposta à situação, a World Curling anunciou a implementação de árbitros monitorando a linha de lançamento, conhecida como “hog line”, o ponto crucial para a liberação das pedras durante a entrega.
Muitos atletas defendem a introdução de um sistema de replay de vídeo, comparando a ideia com o VAR do futebol ou o Hawk-Eye, utilizado no tênis e no críquete. Hammy McMillan Jr., companheiro de Bobby Lammie, expressou o desejo de que essa tecnologia pudesse “modernizar um pouco o curling”, permitindo que as equipes identificassem com precisão as violações.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
“Você traz o VAR ou o Hawk-Eye, e cada equipe tem um ou dois desafios, então você tem certeza de que alguém cometeu a violação”, afirmou McMillan Jr. A proposta visa auxiliar na detecção de infrações que ocorrem em frações de segundo, onde a visão humana pode ser limitada.
Luc Violette, da equipe masculina dos Estados Unidos, destacou a dificuldade dos árbitros, posicionados à margem da pista, em identificar as violações em tempo real. “É difícil arbitrar, porque sempre dizemos que, no momento da liberação, a mão é mais rápida que o olho.
Acontece muito rápido”, comentou.
Tara Peterson, segunda jogadora da equipe feminina dos Estados Unidos, ressaltou a utilidade de um replay instantâneo em diversas situações, incluindo casos de pedras que quicam e não se sabe para onde ir. “Existem algumas áreas de curling onde as paredes são de madeira.
Já tivemos pedras que quicaram e não sabíamos para onde ir. Não dá para olhar um replay instantâneo”, disse.
Nem todos os participantes da competição apoiam a adoção de replay de vídeo. Sophie Jackson, skip da equipe feminina britânica, expressou preocupação com o impacto na velocidade do jogo, enfatizando a importância de manter um ritmo rápido para os espectadores. “Já discutimos no curling, para os espectadores, que precisamos manter o ritmo rápido”, afirmou.
Apesar das divergências, o debate sobre a introdução de tecnologia no curling continua, com a busca por soluções que garantam a justiça e a precisão na avaliação das partidas.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.