Diálogos entre Cuba e Estados Unidos sobre o embargo
O presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, confirmou na última sexta-feira (13) em uma transmissão pela televisão nacional que representantes do governo cubano estão em diálogo com os Estados Unidos. O objetivo é buscar soluções para o embargo que, segundo os cubanos, é um bloqueio econômico. “Existem fatores internacionais que facilitaram essas conversas”, afirmou, ressaltando que o foco principal é “identificar quais problemas bilaterais precisam ser resolvidos”.
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Durante a transmissão, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como “el Cangrejo” e neto de Raúl Castro, estava presente atrás de Díaz‑Canel, o que demonstra a relevância das negociações. Em uma coletiva de imprensa, o presidente descreveu o processo como “muito sensível”, sendo tratado “com responsabilidade e muita sensibilidade”.
Ele expressou a intenção de continuar as conversas com base em princípios de igualdade e respeito à soberania de ambos os países.
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Impactos do bloqueio energético
Ao abordar a situação crítica em Cuba, Díaz‑Canel destacou que isso está relacionado ao bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que é a principal causa dos problemas enfrentados pela ilha. “Estamos preparados para essa situação”, disse, lembrando que “há três meses não entra combustível no país”.
O presidente cubano explicou que o bloqueio, que foi intensificado recentemente, interrompeu o fornecimento de petróleo da Venezuela, agravando a crise energética. Ele mencionou que as conversas com Washington foram conduzidas por ele, pelo ex-presidente Raúl Castro e por alguns membros do Partido Comunista cubano, sem especificar quem participou do lado americano.
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Consequências do bloqueio e críticas à gestão
Díaz‑Canel afirmou que “o impacto é tremendo” e se reflete de maneira mais intensa na crise energética, causando angústia na população. Ele citou os efeitos negativos na produção, nas comunicações, nos serviços de saúde e educação, além do transporte. “Não se apaga nada aqui porque se queira incomodar ninguém”, disse, elogiando o trabalho dos funcionários da União Elétrica, que têm se dedicado intensamente.
Em meio a críticas à sua gestão, o presidente lamentou que algumas respostas tenham sido injuriosas à Revolução e ao governo, reiterando que, em sua visão, “a culpa não é do Governo, nem da Revolução — a culpa é do bloqueio energético imposto a nós”.
Ele também destacou que “há dezenas de milhares de pessoas esperando por operações que não podem ser realizadas devido à situação atual”.
