Cuba apoia GAESA em meio a sanções dos EUA e defende seu papel econômico na ilha

Cuba defende GAESA contra sanções dos EUA, destacando seu papel no desenvolvimento da ilha. Entenda como a pressão externa impacta o cenário econômico cubano.

03/06/2026 07:36

3 min

Cuba apoia GAESA em meio a sanções dos EUA e defende seu papel econômico na ilha
(Imagem de reprodução da internet).

Cuba defende GAESA em meio a sanções dos EUA

Nesta terça-feira (2), Cuba manifestou apoio ao GAESA, um conglomerado sob controle militar, que enfrenta sanções dos Estados Unidos há bastante tempo. O governo cubano afirmou que o grupo empresarial tem contribuído para o desenvolvimento econômico e social da ilha, mesmo diante do aumento da pressão por parte dos EUA.

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A administração do ex-presidente Donald Trump acusou a GAESA de acumular lucros de indústrias valiosas e direcioná-los para a elite cubana. Essas alegações fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump, que busca intensificar o bloqueio de petróleo e implementar sanções mais severas para pressionar a mudança de governo em Cuba.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, o governo cubano refutou as acusações de corrupção contra a GAESA, alegando que os EUA tentam confundir “nosso povo e a opinião pública internacional”. A nota destaca que “a GAESA não é uma estrutura opaca, nem paralela ao Estado cubano; pelo contrário, tem sido uma resposta cuidadosamente elaborada e comprovadamente eficaz contra o bloqueio econômico que historicamente tentou sufocar a Revolução Cubana”.

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A liderança cubana, que raramente comenta publicamente sobre a GAESA, justifica esse sigilo como uma necessidade para contornar as sanções impostas pelos EUA.

Impacto nas redes hoteleiras

Várias redes hoteleiras que atuam em Cuba começaram a se distanciar discretamente da GAESA em resposta às sanções e ameaças dos EUA. A Reuters obteve declarações breves de grandes redes como Blue Diamond Resorts, do Canadá, e Iberostar, da Espanha, que romperam relações com hotéis associados à GAESA.

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Essas decisões seguem uma ordem executiva de Trump, datada de 1º de maio, que restringe o comércio dos EUA com Cuba, afetando até “qualquer pessoa estrangeira” que opere em setores da economia cubana.

Um período de transição, que visa permitir que as empresas reavaliem suas operações em Cuba, se encerrará nesta sexta-feira (5). A Blue Diamond planeja deixar Cuba completamente, mantendo apenas 15 hotéis sob diferentes bandeiras, enquanto a Iberostar continuará a administrar alguns hotéis que não estão vinculados à GAESA.

Essas decisões não implicam necessariamente no fechamento dos hotéis, mas indicam que a administração será transferida para a Gaviota, uma empresa de turismo associada à GAESA, conforme informações de duas fontes do setor. Os preços e pacotes dos hotéis anteriormente geridos pela Iberostar, por exemplo, permanecerão disponíveis até outubro.

Consequências para o transporte e turismo

A ordem executiva americana, que permanece em vigor por tempo indeterminado, levou as empresas de transporte marítimo CMA CGM e Hapag-Lloyd a suspender operações de e para Cuba até nova ordem, o que pode comprometer até 60% do tráfego marítimo cubano em volume.

Além disso, diversas companhias aéreas, como a russa Rossiya e a Air Canada, interromperam voos para Cuba devido à escassez de combustível de aviação e à acentuada queda no turismo.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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