CrowdStrike alerta: Setor financeiro brasileiro sofre aumento alarmante de ataques cibernéticos!

Estudo da CrowdStrike aponta aumento alarmante de 43% em ataques cibernéticos ao setor financeiro em 2025, com Brasil no epicentro da ameaça.

(Imagem de reprodução da internet).

Relatório da CrowdStrike Revela Aumento de Ataques Cibernéticos ao Setor Financeiro

Um estudo da CrowdStrike, empresa especializada em segurança cibernética, indica que os serviços financeiros foram o quarto setor mais atacado por ações online no último ano. Em 2025, as instituições financeiras enfrentaram um aumento de 43% nos ataques realizados por humanos em comparação aos dois anos anteriores, evidenciando um cenário alarmante para o setor.

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Jeferson Propheta, vice-presidente da CrowdStrike para a América do Sul, destacou que o Brasil desempenha um papel central nesse contexto. “O Brasil está no centro de uma digitalização financeira muito grande, diferente de outras geografias. O Brasil tem um sistema financeiro muito conectado, que gera muito volume, que traz o poder de bancarização para as empresas de forma bastante agressiva, tanto das fintechs ou dos bancos já bem estabelecidos”, afirmou.

Alvos em Potencial no Sistema Financeiro

Propheta enfatizou que não há uma distinção significativa entre instituições financeiras tradicionais e fintechs em relação à vulnerabilidade a ataques. “Todo mundo que está conectado no sistema financeiro é um alvo em potencial”, disse.

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Ele mencionou o setor varejista, que passou a fazer parte do sistema financeiro nacional ao criar seus próprios bancos digitais. “A gente vê ataques de volume em todos os lugares”, acrescentou, observando que os criminosos tendem a focar em instituições com maior volume de transações, visando tanto consumidores quanto empresas.

Ataques Patrocinados por Estados

O levantamento da CrowdStrike também aponta que 25% das intrusões são atribuídas a atores apoiados por estados. Propheta citou dois casos notáveis: a China, que mantém uma presença significativa no ambiente digital com o objetivo de coletar informações estratégicas, e a Coreia do Norte, que utiliza o ciberespaço como uma fonte de receita para o regime, especialmente diante das sanções internacionais.

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O relatório revela que a Coreia do Norte teria roubado mais de 2 bilhões de dólares em criptoativos no último ano por meio dessas operações.

Inteligência Artificial e a Evolução dos Ataques

Segundo Propheta, a tecnologia tem diminuído a barreira técnica, permitindo que grupos menos sofisticados realizem ataques em larga escala. “Essa capacidade de coletar informação e processar essa informação e usar isso como um armamento contra as empresas”, explicou.

O relatório indica que o tempo médio para uma quebra de segurança é de 29 minutos, mas o caso mais rápido registrado nos últimos 12 meses foi de apenas 27 segundos.

Propheta também alertou sobre os riscos do uso corporativo de ferramentas de inteligência artificial. Ele destacou que os dados enviados a modelos de IA podem aumentar a superfície de ataque, uma vez que essas ferramentas retêm contexto sobre as interações realizadas. “É preciso ter cuidado com o tipo de dado que a gente está mandando para a inteligência artificial”, advertiu.

Para enfrentar essa ameaça crescente, ele defendeu que as empresas devem adotar a própria inteligência artificial como um meio de defesa, operando de forma tão dinâmica quanto os atacantes.