Críticas à Decisão de Alexandre de Moraes sobre a Lei da Dosimetria Agitam o Debate Jurídico

A decisão de Alexandre de Moraes sobre a Lei da Dosimetria gera polêmica; Gustavo Sampaio critica a abordagem e pede revisão no Supremo. Entenda!

14/05/2026 12:41

2 min

Críticas à Decisão de Alexandre de Moraes sobre a Lei da Dosimetria Agitam o Debate Jurídico
(Imagem de reprodução da internet).

Críticas à Decisão de Alexandre de Moraes sobre a Lei da Dosimetria

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria em processos de execução penal gerou críticas do professor de Direito Constitucional da UFF (Universidade Federal Fluminense), Gustavo Sampaio.

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O jurista se manifestou sobre a questão em uma entrevista ao jornal WW, da CNN Brasil, destacando que, apesar da busca por celeridade, a abordagem escolhida não foi a mais adequada do ponto de vista constitucional.

Segundo Sampaio, a validade de uma lei deve ser questionada dentro das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que já estão em tramitação no Supremo. Ele ressalta que o artigo 102 da Constituição Federal permite ao tribunal conceder medidas cautelares para suspender a eficácia de uma norma até que o mérito seja julgado, mas isso deve ocorrer no rito apropriado do controle de constitucionalidade. “As execuções penais não são o espaço processual adequado para o controle de constitucionalidade”, defendeu o professor.

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Impacto da Suspensão nos Processos Penais

O professor também observou que, como a nova lei é mais benéfica aos réus, ela retroage, levando condenados envolvidos na trama golpista de 8 de janeiro de 2023 a solicitarem o recálculo imediato de suas penas. Moraes suspendeu esses pedidos para evitar um “cenário processual incontornável”, caso a lei seja declarada inconstitucional no futuro.

No entanto, Sampaio argumenta que o procedimento correto deveria envolver a participação do colegiado do Supremo.

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“Teria sido mais adequado se ele tivesse decidido junto com o plenário, que é o órgão competente para declarar a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma norma, julgando a medida cautelar dentro da ADI”, afirmou o jurista. Ele enfatiza que a decisão isolada de Moraes nas execuções individuais intensificou a tensão entre o Supremo Tribunal Federal e a oposição no Congresso Nacional, conclamando por uma reorganização urgente do curso processual pelo STF.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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