Crise Institucional no São Paulo Futebol Clube
O São Paulo Futebol Clube enfrenta uma séria crise institucional, com investigações sobre supostos saques de R$ 11 milhões que envolvem o presidente Julio Casares. Rogério Barolo, que participou do programa Domingol da CNN Brasil no último domingo (11), afirmou que este é “sem dúvida, o pior momento da história do São Paulo em todos os aspectos”.
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Barolo, são paulino desde a infância, destacou que a situação atual é apenas o ápice de um processo de deterioração que se arrasta há anos. “O São Paulo vem sendo destruído pelo mesmo grupo de pessoas há pelo menos 15 anos. É o mesmo grupo, você pode ver que eles revezam no poder”, declarou.
Estrutura de Poder e Futuro do Clube
O ex-jogador ressaltou que dentro do clube foi criada uma estrutura que perpetua o mesmo sistema de poder. “Casares já participava da gestão do Aidar, foi vice do Aidar, participou da gestão do Leco. O futuro do São Paulo é decidido sempre pelas mesmas pessoas”, explicou.
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Barolo também expressou preocupação com a falta de perspectiva para o clube. “É bom lembrar que não foi nada aprovado contra ninguém, a polícia está investigando o caso, ninguém foi condenado, ninguém foi julgado. Mas os indícios de irregularidades e crimes são fortíssimos”, ponderou.
Críticas à Gestão Atual
Ele criticou severamente o nível das pessoas que estão à frente do clube, chamando-as de “figuras patéticas” do ponto de vista profissional. Barolo mencionou que os investigadores do caso são “especialistas em crime organizado”, o que evidencia a gravidade da situação.
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“Dentro do São Paulo, eu acredito que nada vai acontecer na sexta-feira, ele vai continuar no poder”, previu Barolo, referindo-se à possível decisão interna sobre a gestão. “São as mesmas pessoas que lesam o clube, são as mesmas que punem ou não punem.
Eles que decidem”, completou.
Desigualdade de Poder
Barolo também destacou que, ao contrário de outros clubes, não há uma disputa equilibrada pelo poder no São Paulo. “É um grupo que domina o clube e uma minoria oposicionista, uma minoria que não está com a situação, que tem muito pouca força lá dentro”, explicou.
Ele ainda ressaltou que, ao longo do tempo, essas pessoas oposicionistas foram sendo “minadas” e acabaram se afastando do clube. A situação atual levanta preocupações sobre o futuro do São Paulo e a necessidade de mudanças significativas na gestão.
