Impactos da Crise Reputacional no Grupo Fictor
Os negócios de agro e alimentos do Grupo Fictor já estão enfrentando as consequências da crise reputacional gerada pela tentativa de aquisição do Banco Master. Um laudo da Laspro Consultores, que faz parte do processo de recuperação judicial, revela que a associação do grupo ao caso do banco resultou em cancelamentos de contratos e pressão de investidores.
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De acordo com o documento, essa crise teve um impacto direto nas operações de comercialização de grãos, levando ao encerramento de parte dessas atividades. A Laspro Consultores destacou que a situação também afetou parceiros comerciais, resultando em dificuldades financeiras e retração de fornecedores.
Necessidade de Transparência
O laudo enfatiza a importância de maior transparência nas operações financeiras do grupo, especialmente nas transações entre as empresas do setor agro e suas subsidiárias. Em outubro de 2025, a Fictor Holding transferiu R$ 131,6 milhões para suas subsidiárias, incluindo R$ 14,7 milhões para a Fictor Alimentos e R$ 7 milhões para a Fictor Agro.
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As empresas relataram um “abalo reputacional súbito e relevante” após a proposta de compra do Banco Master e a subsequente liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central do Brasil. O laudo indica que investidores que aplicaram recursos por meio de SCPs solicitaram o resgate de cerca de R$ 3 bilhões, representando 71,38% do total investido.
Atividades das Empresas do Grupo
O laudo apresenta uma análise das operações das empresas do grupo. A Fictor Agro Holding, controlada diretamente pela holding, estava em funcionamento administrativo ativo em fevereiro de 2026, embora em regime de home office. Em contraste, a Fictor Agro Comércio de Grãos não apresentava atividade operacional e estava fechada.
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A Fictor Agroindustrial, subsidiária integral da holding, mantém operações no Maranhão, com parcerias para armazenamento. Na unidade de Balsas (MA), foram identificados galpões, maquinário e estoque de arroz, com colheita prevista para março de 2026.
Setor de Alimentos em Funcionamento
No setor de alimentos, as empresas Fictor Alimentos Ltda. e Fictor Alimentos S.A. continuam suas atividades, com operações administrativas centralizadas e majoritariamente remotas. A Fredini Alimentos opera com cerca de 430 colaboradores e mantém unidades de armazenagem e uma fábrica de ração em funcionamento.
A Fictor Alimentos Betim, conhecida como Mellore, também está ativa, com produção e movimentação de cargas. O Frigorífico Atalaia, após um embaraço inicial, apresentou funcionamento regular, enquanto a fábrica de ração em Coronel Xavier Chaves (MG) opera com capacidade de 30 toneladas por hora.
Rescisão de Contrato na Fictor Alimentos Rio
Uma situação distinta ocorreu na Fictor Alimentos Rio, onde, em janeiro de 2026, houve a rescisão do contrato de arrendamento com a empresa Rica, devido ao descumprimento de obrigações. Uma decisão judicial determinou a devolução imediata das unidades fabris arrendadas, incluindo imóveis e maquinários, à proprietária.
