Crise no STF, com Moraes no centro, pode influenciar as eleições de 2026
Fachin aguarda manifestações antes de decidir se leva o caso ao plenário, enquanto pesquisas mantêm Lula e Flávio Bolsonaro em disputa incerta.
O STF (Supremo Tribunal Federal) enfrenta uma crise sem precedentes, com Alexandre de Moraes no centro das discussões após revelações associadas a um relatório da Polícia Federal sobre o ex – banqueiro Daniel Vorcaro. Os desdobramentos do caso ainda são incertos e podem se prolongar.
Em reação aos acontecimentos, Moraes pediu a inclusão de André Mendonça no inquérito das fake news. O presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, rejeitou o pedido e solicitou manifestações de André Mendonça, da PGR (Procuradoria – Geral da República) e da Polícia Federal.
Fachin pode levar caso ao plenário do Supremo
Depois de receber as manifestações, Fachin deverá analisar quais serão os próximos passos. Entre as possibilidades está o envio da questão para avaliação do plenário do Supremo.
A expectativa, porém, é de que não haja uma decisão imediata. A avaliação é que o presidente do STF pode esperar a repercussão diminuir antes de adotar uma posição definitiva. Também existe a possibilidade de que o tema seja deixado para depois das eleições.
O episódio ocorre enquanto a Corte reúne uma série de investigações e inquéritos em andamento. Novos fatos ainda podem surgir, inclusive com efeitos sobre a sucessão presidencial. Esses acontecimentos, na avaliação apresentada, podem influenciar diretamente o ambiente político.
Investigações mantêm eleição de 2026 em aberto
A disputa presidencial, por sua vez, permanece sem definição. Se Lula aparecia antes com leve favoritismo, o quadro passou a indicar mais equilíbrio em algumas simulações de segundo turno. Em determinados levantamentos, Flávio Bolsonaro aparece à frente.
Isso não representa um resultado decidido. As pesquisas apontam um cenário de forte indefinição, no qual fatos relevantes podem modificar novamente a correlação de forças. Ainda assim, a avaliação apresentada considera pouco provável, neste momento, que Lula consiga ultrapassar Flávio Bolsonaro nessa disputa.
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O principal ponto é que a eleição ainda não tem um cenário consolidado. A dinâmica das campanhas e dos levantamentos eleitorais deverá dividir espaço com os efeitos de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.
Na próxima semana, André Mendonça deverá ouvir um empresário a respeito de uma . O depoimento poderá acrescentar novos elementos a um quadro que já reúne diferentes investigações e episódios em desenvolvimento.
Por isso, a avaliação é que a eleição presidencial continua completamente em aberto e sem favorito consolidado. Os acontecimentos políticos e os novos fatos das apurações ainda podem alterar os rumos da sucessão presidencial em 2026.
Cristiano Noronha é cientista político e vice – presidente da Arko Advice. Este texto foi transcrito em primeira pessoa de análise em vídeo para o WW.