Preço do barril de petróleo pode disparar! Bombardeios em Israel e ataque EUA no Oriente Médio alertam especialistas. O que esperar do Brent?
O sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBI) emitiu uma previsão preocupante no domingo, 1º de março de 2026. Segundo ele, os recentes bombardeios em Israel e a ofensiva militar dos Estados Unidos no Oriente Médio podem elevar o preço do barril de petróleo tipo Brent até US$ 100.
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A situação, marcada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o petróleo da região, gera temores sobre a oferta global.
O especialista, que compartilhou suas considerações em redes sociais, ressaltou que o impacto final dependerá da duração e da intensidade do conflito. Ele acredita que, se o bloqueio do Estreito de Ormuz for breve, o mercado conseguirá manter preços abaixo dos US$ 100, devido ao aumento da oferta de petróleo proveniente de outras regiões produtoras.
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No entanto, a cotação do petróleo já havia subido 9,7% em relação aos US$ 72,5 registrados anteriormente, conforme dados do Poder360.
A escalada dos conflitos tem gerado reações imediatas no setor. Grandes empresas logísticas, como a Maersk, suspenderam o trânsito de seus navios pela região, priorizando a segurança. Seguradoras marítimas também interromperam as coberturas para viagens na área, aumentando a pressão sobre o comércio global de energia.
O cenário de queda nos preços do petróleo, impulsionado pela maior oferta no mercado, está sendo revertido.
Diante da situação, a Opep+ anunciou um aumento de 206 mil barris por dia na produção de petróleo, a partir de abril de 2026, retomando uma estratégia de aumentos graduais interrompida anteriormente. Em 2025, a aliança já havia elevado a oferta em 137 mil barris por dia no quarto trimestre.
A Opep+ enfatizou que a devolução total dos cortes será gradual e condicionada às condições do mercado, com flexibilidade para pausar ou reverter o processo caso a estabilidade do setor seja ameaçada. O aumento do preço do petróleo tem impacto direto na inflação global, considerando que o óleo é a matéria-prima de diversos produtos, especialmente combustíveis como gasolina e diesel.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.