Casa Branca endurece comércio com Irã após protestos internos! Sanções contra países parceiros da China. Reação chinesa e crise no Irã: “Coerção” e repressão.
A Casa Branca anunciou recentemente uma medida que visa restringir o comércio entre os Estados Unidos e países que mantêm relações comerciais com o Irã. Segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China, o volume de transações entre os dois países atingiu US$ 9,3 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, com o petróleo iraniano sendo um dos principais produtos comercializados.
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A China considera essa decisão como uma forma de “coerção”.
O porta-voz da Embaixada da China nos EUA, Liu Pengyu, expressou publicamente a posição do governo chinês, afirmando que a medida não resolverá os problemas no Irã e que Pequim “tomará todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses.
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A China se opõe firmemente a sanções unilaterais e extraterritoriais, defendendo que “guerras tarifárias e comerciais não têm vencedores”.
A decisão americana ocorre em um contexto de tensões entre os governos dos Estados Unidos e do Irã, intensificadas por protestos contra o regime iraniano. Esses protestos, iniciados em 28 de dezembro de 2025, são motivados pela crise econômica do país, marcada por uma desvalorização da moeda, inflação de 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais.
Comerciantes e trabalhadores saíram às ruas exigindo reformas econômicas e políticas.
O governo iraniano reagiu às manifestações utilizando força, incluindo armas de fogo e gás lacrimogêneo, conforme reportado pela Human Rights Activists News Agency. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, classificou os manifestantes como “sabotadores”.
O regime teocrático, baseado na Sharia, impõe restrições como o uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e a necessidade de autorização marital para viagens internacionais.
A oposição no Irã é fragmentada, composta pela MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem uma liderança unificada. A situação política interna e as relações internacionais continuam complexas e tensas.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.