Crise humanitária em Cuba: Abrasco denuncia situação alarmante! Sanções americanas agravam falta de medicamentos e acesso à saúde. Milhares de pacientes sofrem com filas e falta de tratamentos. Saiba mais!
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) manifestou profunda preocupação com a situação de saúde em Cuba, após uma série de medidas implementadas pelo governo dos Estados Unidos. A entidade destaca que as sanções econômicas impostas pelo presidente Donald Trump têm agravado os problemas existentes na ilha, impactando diretamente o acesso da população a serviços essenciais.
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O documento da Abrasco detalha como as restrições ao fornecimento de petróleo, resultado da pressão americana, afetam o país, que ainda depende fortemente desse recurso para a produção de energia e o funcionamento de diversos setores, incluindo o sistema de saúde.
A associação ressalta que a falta de petróleo compromete a garantia de condições básicas de sobrevivência da população cubana, como o acesso a serviços de saúde pública e saneamento.
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A organização aponta para a escassez de medicamentos e o acesso limitado a exames e tratamentos contínuos que afetam pacientes com doenças crônicas. Dados do ministro da Saúde Pública, José Ángel Portal Miranda, revelam que cerca de 5 milhões de cubanos atendidos por programas de saúde são impactados por essa situação.
Entre eles, 16 mil pacientes necessitam de radioterapia e 12,4 mil dependem de quimioterapia, enquanto a fila para cirurgias ultrapassa as 96 mil pessoas, incluindo mais de 11 mil crianças.
Além disso, a Abrasco destaca a interrupção de serviços como vacinação e exames pré-natais, afetando mais de 30 mil crianças que dependem de transporte refrigerado para imunização e cerca de 32 mil gestantes que aguardam ultrassonografias. A entidade também aponta para a crise energética, que compromete a produção e conservação de alimentos e o acesso à água, ampliando os riscos à saúde da população.
Diante da crise, a Abrasco ressalta que profissionais de saúde cubanos, sobretudo médicos, atuam em países com demandas e carências na cobertura de serviços de saúde. Entre 2011 e 2016, mais de 140 mil profissionais trabalharam em 67 países, incluindo o Brasil, onde cerca de 14 mil médicos cubanos participaram do programa Mais Médicos entre 2013 e 2018.
Após o encerramento do acordo em 2018, mais de 8 mil profissionais deixaram o país, o que, segundo a entidade, resultou em perda de atendimento em diferentes regiões. A Abrasco argumenta que a situação exige resposta internacional e pede ações do governo brasileiro.
A entidade também sugere o envio de insumos de saúde e equipamentos para garantir energia, como baterias, geradores e placas solares, além da criação de cooperação entre o sistema de saúde brasileiro e o cubano.
A ativista brasileira Lisi Proença defendeu a ampliação da solidariedade internacional com Cuba, destacando a necessidade de combater a ameaça à soberania da ilha. A chegada da flotilha humanitária, com envio de alimentos, medicamentos e equipamentos para geração de energia, foi vista como um gesto de apoio ao povo cubano.
A embarcação reuniu voluntários de diferentes países e levou painéis solares e baterias para enfrentar os apagões.
Proença enfatizou que a pressão dos Estados Unidos tem ampliado as dificuldades internas, incentivando a criatividade e a organização da população. Ela criticou a atuação do governo brasileiro, cobrando envio de ajuda e medidas mais firmes. Integrantes da flotilha relataram dificuldades no retorno aos seus países, incluindo interrogatórios em aeroportos, como o caso do brasileiro Thiago Ávila, que enfrentou abordagens policiais durante conexão no Panamá.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.