Havana em crise: pacientes em ventilação domiciliar e hospitais à beira do colapso! O bloqueio de Trump agrava a situação humanitária em Cuba. Saiba mais!
A população cubana enfrenta uma batalha diária pela sobrevivência, intensificada pelo endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. As ações de pressão do governo americano, que já eram uma realidade, ganharam nova força após janeiro, privando o país de acesso crucial a petróleo e combustível, o que impacta diretamente setores vitais como saúde, educação e alimentação.
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A situação se agrava com a falta de energia, gerando dificuldades extremas no sistema de saúde.
Hospitais lutam para manter o funcionamento, com crianças em ventilação domiciliar, pacientes com câncer e pessoas com doenças crônicas sendo os mais afetados pela instabilidade no fornecimento de energia. O correspondente do Brasil de Fato em Havana, Gabriel Vera Lopes, descreve a gravidade da situação, enfatizando que “os hospitais precisam de energia.
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Não há solução mágica”. O programa de médicos da família tenta atender os mais vulneráveis, mas a falta de eletricidade dificulta até os cuidados básicos, impactando a compra de medicamentos e insumos hospitalares, além de elevar os custos logísticos devido à redução de voos comerciais e turismo.
O Ministro José Ángel Portal Miranda detalha que o país está priorizando serviços essenciais, como saúde materno-infantil e atendimentos de urgência, reduzindo cirurgias e internações não emergenciais. A situação econômica está em constante mudança, com um novo processo de inflação, aumentando os preços de alimentos e transporte.
A população enfrenta dificuldades para chegar ao trabalho, ao hospital ou à escola, evidenciando a tensão da situação.
O presidente Miguel Díaz-Canel denuncia que as medidas de Donald Trump representam um “bloqueio energético” que agrava a crise sanitária. A União Africana, em um encontro multilateral, juntou-se a outras nações e organismos internacionais para condenar o embargo e pedir o fim de uma designação imposta por Trump, que intensificou o isolamento econômico da ilha.
A situação exige uma ação urgente, mas também a busca por solidariedade internacional.
Para garantir que crianças e adolescentes não percam o ano letivo, programas de ajuda foram criados. A juventude também se organiza para apoiar a população idosa, oferecendo assistência para tarefas cotidianas e deslocamentos. O Ministério da Cultura descentralizou atividades culturais, levando o cinema a diferentes bairros, mesmo sem energia, e o esporte, paixão nacional, se adapta com treinos e jogos de beisebol em diversas regiões da ilha.
A União Africana e outros parceiros oferecem ajuda, com foco na transição para energias renováveis, como a instalação de painéis solares.
A transição energética, com a instalação de painéis solares e outras tecnologias, é uma das apostas para reduzir a dependência do petróleo e garantir o funcionamento mínimo de hospitais, escolas e sistemas de produção de alimentos. O jornal vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo .
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.