Grupo Fictor enfrenta crise de liquidez após aquisição do Banco Master, com ações despencando e pedidos de retirada em alta. Saiba mais sobre essa turbulência!
O grupo Fictor enfrenta uma grave crise de liquidez desde que anunciou a aquisição do Banco Master em novembro de 2025. A situação foi formalmente apresentada em um pedido de recuperação à Justiça de São Paulo neste domingo (1º).
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De acordo com o grupo, suas empresas subsidiárias, listadas na B3, sofreram uma queda de aproximadamente 50% no valor de suas ações entre 17 de novembro e 1º de fevereiro. O pedido de recuperação menciona que, em dezembro de 2025, a Fictor passou a ser alvo de intensa cobertura negativa na mídia, com reportagens e análises que questionavam a viabilidade da operação e o papel do grupo na crise do banco.
A Fictor relatou que, até 17 de novembro, havia recebido R$ 3 bilhões em aportes de seus sócios. No entanto, após a liquidação do Banco Master, o grupo observou um aumento significativo nos pedidos de retirada, que chegaram a 71,38% do total investido até 31 de janeiro.
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Além disso, a repercussão negativa levou parceiros, fornecedores e clientes a adotarem uma postura mais cautelosa em relação ao grupo. Isso resultou em um volume atípico de solicitações de retirada nos contratos de Sociedade em Conta de Participação.
O grupo também enfrentou cortes e revisões em diversos contratos comerciais, dificuldades na continuidade de operações e a necessidade de liquidar ativos estratégicos para recuperar a liquidez.
O Banco Master, por sua vez, informou que não se manifestará sobre a situação atual.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.