
O sucesso recente de Crimson Desert reacendeu um debate entre os jogadores: será que o ambicioso RPG da Pearl Abyss poderá ser lançado no próximo console da Nintendo? Análises da Digital Foundry apontam que uma versão para o Nintendo Switch 2 seria tecnicamente possível, mas isso dependeria de aceitar certas limitações de desenvolvimento.
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O cenário seria comparável ao que ocorreu com The Witcher 3 no primeiro Switch. O jogo manteve seu conteúdo completo, mas exigiu diversas adaptações gráficas e de desempenho para funcionar no hardware híbrido do console.
Um fator positivo nesse possível port seria a inclusão do DLSS no Switch 2. Essa tecnologia ajudaria a diminuir a carga gráfica, compensando a menor potência do console em relação a outras plataformas de videogame.
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Entretanto, o maior desafio técnico não estaria na parte gráfica, mas sim no processador. A CPU do Switch 2 pode se tornar um ponto de estrangulamento, especialmente considerando os ambientes ricos e a grande quantidade de personagens em cena em Crimson Desert.
Para contornar essas limitações, a estratégia mais viável seria diminuir a densidade de NPCs e limitar alguns elementos do cenário, o que reduziria significativamente a demanda de processamento.
Além disso, espera-se que o jogo opere com uma taxa de quadros travada em 30 FPS, além de outras otimizações profundas. A base de desenvolvimento poderia ser a versão para Xbox Series S, vista como a mais próxima em capacidade técnica, apesar das diferenças arquitetônicas.
A Digital Foundry ressaltou que, embora o desempenho da GPU possa ser gerenciável, o limite da CPU é mais restritivo. Segundo o veículo, em locais como Bug Hill, os desenvolvedores teriam que focar em reduzir o número de NPCs ou a distância de renderização.
Em resumo, a análise indica que trazer Crimson Desert para o Switch 2 não é inviável, mas demandaria um esforço de adaptação considerável. O foco principal seria equilibrar o desempenho desejado com a vasta escala do mundo do jogo.
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Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.