A economia da França cresce modestamente 0,2% no quarto trimestre de 2025, após desempenho surpreendente. Descubra os desafios e expectativas para 2026!
A economia da França apresentou um crescimento modesto no quarto trimestre de 2025, desacelerando após uma recuperação robusta no meio do ano. Dados preliminares do INSEE, divulgados nesta sexta-feira (30), indicam que a demanda interna ligeiramente mais fraca e a redução dos estoques das empresas impactaram a atividade econômica.
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O crescimento trimestral caiu de 0,5% no terceiro trimestre, quando a segunda maior economia da zona do euro teve um desempenho surpreendente, para 0,2% no quarto trimestre. Esse resultado está alinhado com as previsões do INSEE e as expectativas de economistas consultados pela Reuters.
Em 2025, a economia francesa cresceu 0,9%, superando a previsão de 0,7% estabelecida no planejamento orçamentário do governo. Esse desempenho acima do esperado aumenta as chances de que o déficit fiscal fique ligeiramente abaixo dos 5,4% do Produto Interno Bruto projetados.
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Apesar de meses de turbulência política em um Parlamento dividido, que afetou a confiança das famílias e das empresas, a economia se manteve melhor do que muitos analistas previam. O ministro das Finanças, Roland Lescure, afirmou na televisão TF1 que “começamos bem 2026” e expressou a esperança de alcançar pelo menos 1% de crescimento.
Economistas apontam que as perspectivas de uma recuperação forte permanecem limitadas. O orçamento atual “continua desfavorável às empresas”, e o aumento dos impostos pode dificultar o investimento e a criação de empregos, segundo a economista do ING, Charlotte de Montpellier.
Ela descreveu as perspectivas como “moderadamente positivas”, mencionando sinais iniciais de melhora na confiança empresarial, embora um euro forte possa impactar negativamente as exportações.
No quarto trimestre, os gastos das famílias e os investimentos impulsionaram a demanda interna, contribuindo com 0,3 ponto percentual para a taxa de crescimento. O comércio exterior também teve um papel positivo, com o aumento das exportações e a queda das importações adicionando 0,9% à taxa de crescimento, enquanto a redução dos estoques das empresas subtraiu 1%.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.