Crescimento Econômico dos EUA Desacelera no Quarto Trimestre de 2025
O crescimento econômico dos Estados Unidos apresentou uma desaceleração maior do que o previsto no quarto trimestre de 2025. Isso ocorreu devido a problemas gerados pela paralisação do governo no ano anterior e uma redução nos gastos do consumidor.
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Contudo, cortes de impostos e investimentos em inteligência artificial devem ajudar a manter a atividade econômica neste ano.
De acordo com o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,4% no último trimestre. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma expansão de 3%. Vale ressaltar que a pesquisa foi realizada antes da divulgação de dados que mostraram um aumento no déficit comercial, que atingiu o maior nível em cinco meses em dezembro.
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Impactos da Paralisação do Governo
No terceiro trimestre, a economia havia crescido a um ritmo de 4,4%. O Escritório Orçamentário do Congresso, que atua de forma apartidária, estimou que a paralisação do governo poderia reduzir o PIB do quarto trimestre em 1,5 ponto percentual. Isso se deve à diminuição dos serviços prestados por funcionários federais e à redução temporária dos benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar.
O escritório previu que a maior parte da produção perdida seria recuperada, embora entre US$ 7 bilhões e US$ 14 bilhões possam não ser recuperados. Antes da divulgação do relatório, o presidente Donald Trump comentou que “a paralisação custou aos EUA pelo menos dois pontos no PIB.
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Sem paralisações! Além disso, taxa de juros menor”.
Desigualdade e Criação de Empregos
O relatório, que foi adiado devido ao fechamento recorde do governo por 43 dias entre outubro e novembro de 2025, destacou uma expansão econômica sem a criação de novos empregos. A economia está se comportando de forma “K”, onde as famílias de renda mais alta estão se saindo melhor, enquanto os consumidores de renda mais baixa enfrentam dificuldades devido à inflação elevada e à estagnação dos salários.
Essas condições geraram o que economistas e críticos de Trump chamam de crise de acessibilidade. No último ano, foram criados 181.000 empregos, o menor número desde a Grande Recessão de 2009, e uma queda significativa em relação aos 1,459 milhão de empregos criados em 2024.
O crescimento dos gastos do consumidor também enfraqueceu, caindo do ritmo acelerado de 3,5% do terceiro trimestre, com os gastos sendo impulsionados principalmente pelas famílias de renda mais alta.
